terça-feira, 26 de julho de 2011

Diálogo com minha sombra e o eco no vazio

Não tenho mais ideia do que postar neste blog. Não tenho leitores, logo não me existe a meta de entreter alguém com meus textos; não sei se as ideias que me correm pela cabeça devam ser publicadas, ao menos por hora; e eu jamais quis fazer deste blog um diário ou coisa parecida, mas apenas um painel de ideias.
A questão é que há uma diferença entre um olhar que apenas critica por considerar "não-bom" e um que critica por se opor a algo bem definido.
Também há de se considerar essa questão de que não estou falando com ninguém em especial. Se estivesse escrevendo poesias, haveriam algum tipo de musa; se tivesse leitores, me dirigiria a eles; se meus artigos visassem publicação formal, falaria com meus leitores que também seriam compradores do meu material; mas a questão é que não estou falando com ninguém, absolutamente. É fato consumado que meu blog só é lido quando eu convido alguém a fazê-lo em razão de uma ou outra postagem. Claro, a minha completa falta de assiduidade em escrever algo aqui ajuda a jamais prender um leitor, assim como a minha ausência de tema central. Talvez eu acabe por criar um "diário ideológico" com este blog, quando a faculdade começar, em duas semanas. Haverão coisas a se falar.
Ou talvez eu devesse preservar o espaço exposto de pensamentos íntimos do Hpositivo e criar outro blog para falar dos fatos que me cercam... Se bem que, de blogs solitários, me basta um e apenas um, este.
Se for da vontade de Deus um dia eu terei quem ler o que escrevo, seja aqui ou em outra situação. Se não for, paciência, não é exatamente algo essencial à minha vida.
Aliás, com o tempo, aprendendo a brincar no meu curso superior de Ciência da Computação, eu deverei aprender a fazer algumas coisinhas legais no visual do blog.
É isso.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Baseado na seguinte proposição morreu, hoje se baseia no que sinto e no eu penso que é assim e pronto

Está ficando mais difícil dialogar hoje. Isso porque as pessoas estão se baseando em sensações e sentimentos. Por n motivos muitas pessoas não mais refletem, então elas fazem o que sobra: sentem. Estou notando que a mídia influencia muito esse sentir todo. Gosto muito de Capital Inicial, mas uma letra deles me incomoda: "Parei de pensar... E comecei a sentir". Onde isso leva? Tem gente que se sente muito bem dando comida a moradores de rua e tem gente que se sente bem matando a sangue frio. Uma ditadura de sensações é meio perigosa, obriga a todos "sentirem igual" e os que sentem diferente serão taxados com certos rótulos. Quando as pessoas pensam e controlam os sentidos e sentimentos elas funcionam melhor.
Sensações podem ser boas se bem orientadas.
Então é difícil levantar proposições quando a base oposta é baseada em "Mas eu sinto...". Não se pensa mais na possibilidade de sentir errado. Aliás, eu diria que estão querendo boicotar a ideia de "erro".
Graças a Deus existem as ciências exatas, que sempre manterão bem viva a ideia de que se erra e pode-se usar os erros como entulho, para ir subindo nele.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Carta aos amigos

A amizade é um doce mistério que me atrai. Como que vias emparelhadas, como algo que pode ligá-las. Mas como é bom quando essas vias se cruzam. Primeiro é descobrir esse emparelhamento para então vivê-lo. Mas cada um tem um caminho e as vias podem se unir e separar constantemente. Novas vias são descobertas, mas as antigas não são esquecidas, pelo contrário, devem, como um bom vinho, melhorar com o tempo, amadurecer.
O problema é que não é fácil olhar e ver aquela via que antes estava ao lado, praticamente grudada à sua, agora mais distante. É triste. Sim, outras entram em nosso caminho, mas não como um substituto, mas como um acréscimo. Cada pessoa é única e especial ao seu modo.
Agora, como uma via andando mais devagar e podendo se dar ao luxo de olhar para as suas vias emparelhadas eu posso refletir... Que saudade daqueles tempos que não voltam mais, com cada via agora distante enquanto estava cruzada com a minha!
Estava lembrando daqueles tempos onde a luz decidiu se impor diante das trevas. Lembrei como aquele que a trouxe era próximo, como eram bons aqueles dias; bons tempos, coisas boas.
Por que tens de se afastar? Por que vai mais para longe? Não, não se afaste mais! - dizemos perante essa dor.
Sim, dor inevitável, dor necessária, dor de crescimento, dor que ensina, mas ainda assim dor.
Mais vias se afastam, se descruzam. Ainda emparelhadas, mas separadas.
Aquele que cruza e descruza, emparelha e até desemparelha, une e separa; o Senhor de tudo tem esse direito e o faz da melhor maneira. Ele deu, Ele revoga ou Ele muda. Decidi que a Ele confio. Se ele emparelhou e cruzou, em Sua sabedoria, também em Sua sabedoria Ele afasta, mas mantém. É Nele que decidi confiar porque quero viver Nele por vocês e em vocês por Ele. E até viver convosco Nele.
Sim, vias se afastam e aproximam de novo, de formas inimagináveis. E cruzadas ou distantes, estar emparelhadas já é uma dádiva. Cada via que me foi emparelhada é uma graça sem precedentes a qual agradeço constantemente. Tenha sido ela muito próxima ou nunca tanto, física ou virtual, masculina ou feminina.
Agora, entre duas fases, penso calmamente nisso. Sinto falta de cada um de vocês. Gostaria de estar individualmente perto de todos.
Quando eu fiz o meu melhor amigo, ou ele me fez, ele foi o centro do meu equilíbrio nesse tema. O tempo passou, as vias descruzaram e meu entendimento do termo evoluiu. Cada um que foi chamado 'um dos' era individualmente importante e "juntos" completavam o centro de equilíbrio.
Meu melhor amigo jamais deixou seu posto e jamais deixará. Cada boa lembrança e o quanto gosto de você é algo perpétuo. Quem você foi, quem você é e quem você será são formas de ver uma só pessoa. Meus melhores amigos me complementam, meus amigos me acompanham e também complementam. Sou o que sou por cada um de vocês também, vocês me influenciaram, fizeram ao menos a mínima diferença em determinados minutos da minha vida! Ahh, meus Pedro e João, meus irmãos, meus companheiros de vida, Il Sacro Tomodachi, ou quais formas mais chame alguns de vocês. Ficai sabendo que gosto muito de todos vocês; tenhais em mente que amo alguns de vocês.
Arranquem-me de meu estado depressivo, sejam arrancados por mim ou andem ao meu lado, esses somos nós.
Porque fiquei triste e vocês me ajudaram, se ofereceram, foram solícitos. Precisei de motivo e vocês se permitiram serem preenchidos, me ajudaram sem nem saber. Não quero estar sozinho e vocês estão ai, porque são como muitas coisas essenciais à nossa vida, nem sempre os vemos, mas sabemos que estão lá. Estão lá e se revelam em sua hora, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, no amor ou no ódio, na vida ou na morte.
Sim, eu decidi confiar. Eu decidi confiar e é o melhor que posso fazer. Confiar, mas de forma ativa. Eu já disse e repito que quero arrastá-los para a luz que um dia me mostraram. Deram-me uma centelha e eu quero lhes das a plenitude da luz. Quero que encontremos juntos a Fonte de Luz. Quero que onde eu esteja, estejam comigo cada um de vocês, para vermos juntos toda a Glória maior.
Achem-me bobo, exemplar, chato, divertido, sério, engraçado, confuso, seguro ou o que quer que seja.
Cada um a seu modo é especial como só em todo o mundo. Cada um a seu modo é especial para mim. Cada um a seu modo é único e exclusivo.
E é a cada um de vocês e a todos vocês que eu dedico este texto, aqueles dignos da palavra a qual temo e amo, a palavra que sempre quis saber o que era e quando conheci descobri que o significado é o que mais importa, a palavra menosprezada e exaltada, força nos fortes e dos fortes que compõem a força. Por tudo e por todos, é por vocês, amigos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tudo bem?

Tudo.
Será mesmo? Já há algum tempo eu penso que o "Tudo bem?" com o qual puxamos assunto é um pouco falsidade... Muitas vezes essa singela questão é proposta já adivinhando a resposta: "Tudo".
Não sei se gosto disso. Aliás, creio que não simpatize muito. Seria mágico se todos perguntassem isso com real interesse, mas a culpa nem é mais nossa, esse cumprimento foi enraizado em nós.
É incrível quando alguém de pergunta isso e mesmo depois de responder a pessoa insiste. "O que há com você? Algo está diferente?". Se você está feliz, compartilha a sua felicidade; e se está triste, divide a sua tristeza.
Inclusive sou a favor de respostas diferentes para o "Tudo bem?". Uma das mais consagradas é o "Empurrando com a barriga". É um pouco mais sensata, diria eu. Particularmente eu uso muito o "Vivo". E quando se tem intimidade o bastante e sabe que a pessoa de fato se interessa pelo seu bem estar, por que não dizer "Mal, muito mal".
Há quem diga que quem responda isso seja só de reclamar. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende muito da situação, da pessoa, do momento...
Mas, por favor, as coisas não estão sempre tudo bem. Então pra que nos iludir com essa de que está tudo? Seria nobre dizer que está levando, o que de fato deve ser verdade na maioria das vezes. "Levando" diz que o combate se segue, não importa o 'inimigo'.
Claro que não espero que as pessoas comecem a discursar depois dessa pergunta, seria um caos. Ela já caiu no popular, não tem volta (por hora). Ao menos seria legal se cada um tivesse uma situação onde pudesse ser inteiramente franco ao responder isso. Franco e extenso.
No mais, estamos vivos e levando a vida!
A grande questão é: Está tudo bem?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Opinião e Moda

Bem verdade que o propósito-mor do meu blog é "me expressar", contudo eu confesso que gostaria de ter uns seguidores, umas pessoas para comentar o que escrevo...
Isso me faz pensar... Eu até gostaria, mas não passaria a escrever sobre a vida dos famosos por isso, aliás, não faria nada, além de divulgação, por isso. Um comentário sobre a minha opinião me vale mais que 1563 comentários sobre o fim do namoro de atores da Globo.
Penso em bandas que mudam o estilo pelo prestígio. Não posso crer que valha mais a pena pessoas sem reflexão gritando pela sua arte (que será esquecida por elas em uns 5~10 anos) a verdadeiros admiradores. Isso, claro, sem desvalorizar essas pessoas; nada que uma boa reflexão não resolva!
Então... Acho que é melhor continuar com meu estilo e sem comentários que tentar ser moda pra ter milhões de pessoas "me seguindo".
Afinal, se a maioria absoluta concorda, provavelmente está errado...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mais perguntas que respostas

Tem coisas demais dando voltas em minha mente para que eu possa me dar ao luxo de escolher somente uma para abordar.
Tédio e confusão são irmãos que brincam de mãos dadas.
Novas etapas começam, mas e se não quiser ainda dar adeus às antigas?
Qual o melhor futuro? Qual deles será mais suportável? Qual atributo realmente vale a pena?
Por que escrevo isso pensando que parece com poemas que eu leio e não entendo, mas os professores de literatura alegam entender?
Como saber se a cor que eu vejo no céu e exatamente a mesma que você vê?
O que exatamente é real e o que é importante de ser estudado?
Se o mundo de Newton é contestável, por que ele é perfeitamente adotável?
As perguntas guiam nossas vidas em prol de novas buscas, mas qual o real valor de uma resposta? O gosto da vitória terá mais sabor no último segundo?
A sombra é a ausência de luz, o frio é a ausência de calor, o mal é a ausência de bem, o não-ser é a ausência do ser (e não é), a tristeza é a ausência de felicidade. A dor é a ausência de prazer, o prazer é a ausência de dor ou não há relação entre estes dois conceitos? Talvez um não seja recessivo ao outro...
Ou talvez as respostas não possam ser achadas por um mero humano desorientado usando como bússola uma agulha guiada por um ímã parte integrante dela de criação própria. Assim é o pensamento sem direção...

domingo, 19 de setembro de 2010

Revalorização da Dor

Geração estranha...
Hoje em dia banalizou-se o conceito de dor, a sociedade agora pensa a curto prazo, "dor é ruim". Creio que se personificássemos esse pensamento e perguntássemos "Por quê?", a resposta seria "Porque dói!".
A longo prazo, a dor pode ser algo bom, porque pode ensinar, amadurecer, fortalecer. Com essa nova política de proteção contra a dor abre-se espaço para que pessoas criativas sejam cada vez mais necessárias, porque só assim para desenvolver métodos eficazes de fazer uma pessoa ser aceitável em sociedade levando uma vida sem sofrimentos que acabará por resultar num ser desregrado e sem limites.
Ah, claro, por dor me refiro não só a dor física, mas a dor de uma forma geral, o que inclui o sofrimento, que seria o maior foco do meu conceito "filosófico" de dor.
O fato é que sem sofrer ao ir de encontro com seus limites você não os percebe e continua seguindo por além deles. Pense que se você não tiver sensações e se cortar, não perceberá que aquilo seria ruim porque não sente.
Minha mais sincera opinião é que deveríamos ter um movimento constitucional de revalorização da dor, mas claro, de uma forma meramente "instrutiva". Não, eu não sou masoquista, muito longe disso, mas por isso mesmo penso assim.
Sem traumas jamais evitaríamos nada e seríamos totalmente entregues ao caos!