Tudo.
Será mesmo? Já há algum tempo eu penso que o "Tudo bem?" com o qual puxamos assunto é um pouco falsidade... Muitas vezes essa singela questão é proposta já adivinhando a resposta: "Tudo".
Não sei se gosto disso. Aliás, creio que não simpatize muito. Seria mágico se todos perguntassem isso com real interesse, mas a culpa nem é mais nossa, esse cumprimento foi enraizado em nós.
É incrível quando alguém de pergunta isso e mesmo depois de responder a pessoa insiste. "O que há com você? Algo está diferente?". Se você está feliz, compartilha a sua felicidade; e se está triste, divide a sua tristeza.
Inclusive sou a favor de respostas diferentes para o "Tudo bem?". Uma das mais consagradas é o "Empurrando com a barriga". É um pouco mais sensata, diria eu. Particularmente eu uso muito o "Vivo". E quando se tem intimidade o bastante e sabe que a pessoa de fato se interessa pelo seu bem estar, por que não dizer "Mal, muito mal".
Há quem diga que quem responda isso seja só de reclamar. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende muito da situação, da pessoa, do momento...
Mas, por favor, as coisas não estão sempre tudo bem. Então pra que nos iludir com essa de que está tudo? Seria nobre dizer que está levando, o que de fato deve ser verdade na maioria das vezes. "Levando" diz que o combate se segue, não importa o 'inimigo'.
Claro que não espero que as pessoas comecem a discursar depois dessa pergunta, seria um caos. Ela já caiu no popular, não tem volta (por hora). Ao menos seria legal se cada um tivesse uma situação onde pudesse ser inteiramente franco ao responder isso. Franco e extenso.
No mais, estamos vivos e levando a vida!
A grande questão é: Está tudo bem?
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