Todo homem deseja a felicidade; mas há que buscar e buscando se espera encontrar. Contudo, pode ser que a felicidade seja uma coisa diferente para cada um, de modo que cada homem busque um seu objeto de desejo. Pode-se tentar entender que o estado alcançado os unifique num mesmo objetivo. Se assim for, o que identifica esses alvos distintos deve ser ele mesmo a felicidade. Ora, os homens desejam o que os faça felizes ou serem felizes?
Algumas palavras são coringas da comunicação social. O elenco pode sofrer algumas alterações, mas elas sempre existem. Democracia, amor, sorte; são valores que muito se deseja e pouco se conhece. Assim também a felicidade. Talvez a compreensão mais inclusiva seja aquilo que todos desejam, um objeto ideal materializado para cada indivíduo. Uma questão de tamanha relevância merece, portanto, uma luz.
Se a felicidade substantiva um estado, então o homem quer é ser feliz. Resta entender a que corresponde. Uma breve introspecção, que parece ser geral, aponta para algo permanente, livre de carências e sensível. A felicidade que passa ainda não é esse objeto último; se ainda algo me falta, é esse algo que atingirá a felicidade última; se não me perceber feliz, ainda deverei buscar, porque sigo desejando. Mas o que cumprirá semelhantes requisitos? Como entender o que proporcionará esse pleno estado?
Muitos já definiram a felicidade. Com discordâncias, inclusive. Realização do seu fim, prazer como ausência de dor, uma ou outra experiência, quiçá alguém. Todos, diz-se, continuam desejando. Confundir o objetivo com a ferramente a seu serviço pode ser um impedimento. Entender aonde se quer chegar não garante, sequer, saber como chegar lá. E se ser feliz é o que todos querem, cada qual deveria fazer o que precisa. Se todos os homens têm por fim morar na cidade da felicidade, é preciso sair de onde estão.
Um homem chega a um lugar por uma via que saia de onde partiu. Para ser feliz, igualmente feliz, cada homem deve tomar o que, diferentemente, o fará feliz. Desejando ser felizes, só encontrarão a felicidade ao buscar o que os tirará de onde estão. É preciso, então, saber desejar; buscando, é preciso saber o que buscar e não exigir o que para lá não lhe conduzirá.
domingo, 9 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Educação: Treinamento ou Formação
Nada se cria, tudo se copia; e depois cola. Uma crítica comum hoje à educação é quanto ao modo como são feitos os trabalhos escolares. Depois do advento da Internet, tornou-se prática corriqueira procurar por resultados prontos para o requerido pela proposta do trabalho e copiar textos inteiros, talvez sem sequer lê-los, apenas submetendo-os a outra formatação, quando muito. Vendo aí um problema, busca-se um culpado. Os primeiros candidatos são o aluno imoral e o professor incapaz. A quem atribuir a causa dessa distorção?
A culpa não é dos alunos. A criança de dez anos que já copia o seu trabalho escolar de um site vai crescer repetindo essa prática sem sequer suspeitar que possa ser errada. O aluno não é um preguiçoso imoral, mas em alienado amoral. Para muitos alunos, o que se espera é um texto que aborde um determinado assunto e o seu papel seria localizar esse texto e apresentá-lo. Essa postura costuma ser aprendida nos primeiros anos de escola, já era ensinada mesmo antes da popularização da Internet, quando se passam os "questionários" com listas de perguntas cujas respostas deveriam ser localizadas em um livro-texto e transcritas, a fim de memorizá-las e reproduzi-las, possivelmente na semana seguinte, na prova. O aluno foi formado desde a base a localizar, memorizar e reproduzir, não julgar, processar ou assimilar.
A culpa não é do professor, tampouco. O professor de hoje reproduz os métodos de ontem. Os métodos não mudaram, porque inevitavelmente fazem referência ao passado. O professor de hoje é vítima de dois inimigos: ele é o aluno de ontem, ensinado a localizar, memorizar e reproduzir, e por isso pode tender à incapacidade de se adaptar a realidades distintas, isto se não só conservar a mesma "amoralidade"; ainda, a sociedade dos alunos de ontem vai cobrar dele e dos seus alunos que localizem, memorizem e reproduzam, algo fora disso é absolutamente carente de sentido.
A culpa é tão da Internet quanto dos livros. Seu crime é veicular conhecimento, seu pecado, a eficácia. A culpa é da falência de um modelo educacional pragmático, técnico. Não é coerente falar da moralidade em uma instituição que não visa a formação de pessoas e aquisição de uma excelência humana. A escola que se curvou à exigências pragmáticas paga o preço de suas escolhas e cobra taxas a todo o que a ela se reportar. O pragmatismo vendeu a ideia de que o importante é adquirir um conjunto de habilidades tais que permitam atingir os fins desejados. Sem se preocupar em expandir os horizontes, os fins são os mais imediatos possíveis. Ao fim do processo, uma prova verificaria a aquisição das habilidades desejadas, mas uma inversão ocorreu quando logo se viu que para encerrar o processo, basta dominar a habilidade de fazer a prova e obter um valor mínimo. Desde então, o que dita o conteúdo é aprova, importa estudar, ou memorizar, o que "cai na prova", parcela do conteúdo total, que passou a ser definido em função do que "cai no vestibular". À luz disso tudo, por que fazer mais do que copiar a resposta? Alcançá-la é o fim e o melhor meio é o mais curto.
Vê-se que é à "mentalidade pragmática" que se deve atribuir a culpa. O aluno e o professor são meras peças de uma máquina que se move para se mover. O problema desse sistema educacional é que ele é fadado à falência, e, uma fez falido, ele não tem razão de ser. Mas, para chegar a tanto; é preciso se extravia a esse ritmo vicioso. E, para resolver o problema, é preciso mudar as bases e, talvez, saber abdicar das ferramentas já marcadas em favor de outras, novas ou velhas, eficazes hoje. A identificação delas, no entanto, exige mais que localização, memorização e reprodução, estão além desse horizonte.
A culpa não é dos alunos. A criança de dez anos que já copia o seu trabalho escolar de um site vai crescer repetindo essa prática sem sequer suspeitar que possa ser errada. O aluno não é um preguiçoso imoral, mas em alienado amoral. Para muitos alunos, o que se espera é um texto que aborde um determinado assunto e o seu papel seria localizar esse texto e apresentá-lo. Essa postura costuma ser aprendida nos primeiros anos de escola, já era ensinada mesmo antes da popularização da Internet, quando se passam os "questionários" com listas de perguntas cujas respostas deveriam ser localizadas em um livro-texto e transcritas, a fim de memorizá-las e reproduzi-las, possivelmente na semana seguinte, na prova. O aluno foi formado desde a base a localizar, memorizar e reproduzir, não julgar, processar ou assimilar.
A culpa não é do professor, tampouco. O professor de hoje reproduz os métodos de ontem. Os métodos não mudaram, porque inevitavelmente fazem referência ao passado. O professor de hoje é vítima de dois inimigos: ele é o aluno de ontem, ensinado a localizar, memorizar e reproduzir, e por isso pode tender à incapacidade de se adaptar a realidades distintas, isto se não só conservar a mesma "amoralidade"; ainda, a sociedade dos alunos de ontem vai cobrar dele e dos seus alunos que localizem, memorizem e reproduzam, algo fora disso é absolutamente carente de sentido.
A culpa é tão da Internet quanto dos livros. Seu crime é veicular conhecimento, seu pecado, a eficácia. A culpa é da falência de um modelo educacional pragmático, técnico. Não é coerente falar da moralidade em uma instituição que não visa a formação de pessoas e aquisição de uma excelência humana. A escola que se curvou à exigências pragmáticas paga o preço de suas escolhas e cobra taxas a todo o que a ela se reportar. O pragmatismo vendeu a ideia de que o importante é adquirir um conjunto de habilidades tais que permitam atingir os fins desejados. Sem se preocupar em expandir os horizontes, os fins são os mais imediatos possíveis. Ao fim do processo, uma prova verificaria a aquisição das habilidades desejadas, mas uma inversão ocorreu quando logo se viu que para encerrar o processo, basta dominar a habilidade de fazer a prova e obter um valor mínimo. Desde então, o que dita o conteúdo é aprova, importa estudar, ou memorizar, o que "cai na prova", parcela do conteúdo total, que passou a ser definido em função do que "cai no vestibular". À luz disso tudo, por que fazer mais do que copiar a resposta? Alcançá-la é o fim e o melhor meio é o mais curto.
Vê-se que é à "mentalidade pragmática" que se deve atribuir a culpa. O aluno e o professor são meras peças de uma máquina que se move para se mover. O problema desse sistema educacional é que ele é fadado à falência, e, uma fez falido, ele não tem razão de ser. Mas, para chegar a tanto; é preciso se extravia a esse ritmo vicioso. E, para resolver o problema, é preciso mudar as bases e, talvez, saber abdicar das ferramentas já marcadas em favor de outras, novas ou velhas, eficazes hoje. A identificação delas, no entanto, exige mais que localização, memorização e reprodução, estão além desse horizonte.
Para mudar, basta começar
Os sinais podem sacudir o mundo. De fato, têm sacudido, quando alguns homens decidem-se a fazer algo concreto a respeito de um problema, desde adotar crianças, passando por fundar hospitais, até iniciar organizações devotadas ao cuidado humanitário. Não acontece quando, ao contrário, conformaram-se em "denunciar" e esperar a reação das autoridades. Os que ousam uma ação particular são como crianças pequenas empurrando a primeira peça de dominó.
História é uma disciplina referencial. O homem sabe tão pouco, erra. Cresce com seus erros, contudo" A História segue nos currículos escolares para que a humanidade aprenda com seus erros. Mas não só, o ato acertado é repetido. E deve ser repetido. Não se tentará resolver um problema com uma alão que contribui com ele, isso é base da sabedoria. Não deu certo antes, não dará agora. Mas quanto não foi feito por pequenas ações, sinais outrora repetidos! Houve homens que devotaram suas vidas a cuidar dos doentes, outros que foram mesmo à guerra para isso, houve os que decidiram oferecer um ensino de qualidade, abrindo uma ou duas escolar, e outros os seguiram. Quanto não significou cada particular desses para a História? E mais ainda para os sujeitos concretos beneficiados.
Mas, para além de repetir erros, grande tentação é a de eximir-se dos exemplos dos acertos. Uma moda que permaneceu na mudança de século foi a da "estatização". Trata-se de delegar a outro a responsabilidade, preferencialmente ao Estado. O asfalto da rua, o doente caído, o ignorante, a violência, tudo cabe ao Estado. Da porta de casa para dentro, sim, cabe ao indivíduo. É muito mais fácil. E chamar a atenção para o que ainda não foi sanado já sai imputado como lucro; falar do problema tem um efeito catártico que dá a ilusão de ter-se feito alguma coisa.
Pelo contrário, o mundo, ainda hoje, talvez sobretudo hoje, precisa de sinais que o sacudam para que acorde. Proatividade é uma boa palavra para o momento. Que não se espere o vereador conseguir o asfalto ao fim de mais um quadriênio, se se tem a possibilidade de fazer um mutirão com a associação de moradores. Que não se discuta o problema da fome quando é possível gastar o mesmo tempo colaborando com um movimento que leve comida para os moradores de rua. Mais ainda quando se pode começar um projeto assim, pequeno tanto quanto eficaz.
O fato é que o sinal não acaba em si. Depois de fazer algo de concreto, ele vira uma ideia, uma referência. Ele inspira e motiva. Chama atenção. Salienta a responsabilidade de todo aquele que tem possibilidade. Imortaliza-se numa cadeia mais poderosa que ele mesmo e também dependente dele. Mostra que para fazer, o necessário é começar.
História é uma disciplina referencial. O homem sabe tão pouco, erra. Cresce com seus erros, contudo" A História segue nos currículos escolares para que a humanidade aprenda com seus erros. Mas não só, o ato acertado é repetido. E deve ser repetido. Não se tentará resolver um problema com uma alão que contribui com ele, isso é base da sabedoria. Não deu certo antes, não dará agora. Mas quanto não foi feito por pequenas ações, sinais outrora repetidos! Houve homens que devotaram suas vidas a cuidar dos doentes, outros que foram mesmo à guerra para isso, houve os que decidiram oferecer um ensino de qualidade, abrindo uma ou duas escolar, e outros os seguiram. Quanto não significou cada particular desses para a História? E mais ainda para os sujeitos concretos beneficiados.
Mas, para além de repetir erros, grande tentação é a de eximir-se dos exemplos dos acertos. Uma moda que permaneceu na mudança de século foi a da "estatização". Trata-se de delegar a outro a responsabilidade, preferencialmente ao Estado. O asfalto da rua, o doente caído, o ignorante, a violência, tudo cabe ao Estado. Da porta de casa para dentro, sim, cabe ao indivíduo. É muito mais fácil. E chamar a atenção para o que ainda não foi sanado já sai imputado como lucro; falar do problema tem um efeito catártico que dá a ilusão de ter-se feito alguma coisa.
Pelo contrário, o mundo, ainda hoje, talvez sobretudo hoje, precisa de sinais que o sacudam para que acorde. Proatividade é uma boa palavra para o momento. Que não se espere o vereador conseguir o asfalto ao fim de mais um quadriênio, se se tem a possibilidade de fazer um mutirão com a associação de moradores. Que não se discuta o problema da fome quando é possível gastar o mesmo tempo colaborando com um movimento que leve comida para os moradores de rua. Mais ainda quando se pode começar um projeto assim, pequeno tanto quanto eficaz.
O fato é que o sinal não acaba em si. Depois de fazer algo de concreto, ele vira uma ideia, uma referência. Ele inspira e motiva. Chama atenção. Salienta a responsabilidade de todo aquele que tem possibilidade. Imortaliza-se numa cadeia mais poderosa que ele mesmo e também dependente dele. Mostra que para fazer, o necessário é começar.
Discurso cultural para uma cultura discursiva
O discurso de ódio é um conceito subjetivo cultural. Subjetivo porque carece de uma definição clara e, portanto, é aplicado de maneiras diferentes por pessoas diferentes. Cultural porque é ele mesmo consequência de uma série de aspectos arraigados ao poco; já ele parece também fixar raízes. Seu impacto é claro, embora nem sempre devidamente catalogado, discórdia, superficialidade, alienação; sua arena mais cativa tem sido as redes sociais.
Seria razoável exigir saber o que é discurso de ódio. Parece mais uma expressão esvaziada de sentido para servir pela força retórica. Como medir o ódio num discurso? Parece tendência agrupar sob esse mesmo rótulo ameaças de origem ideológica e opiniões dissonantes. Também, evocar seu poder de fundo emocional para condenar com crivo de atitudes a pensamentos. Discurso de ódio é uma expressão fechada usada como arma para condenar os adversários sem julgamento perante o júri.
O problema do discurso de ódio é um aspecto do grande problema cultural, filho bastardo das crises da família e da educação. Um povo habituado ao sentimentalismo e cujo ápice reflexivo se dá nas soluções miraculosas e pontuais dos colóquios de barbearia e botequim toma posse da praxe de participar com a sua curtida opinião. Outros aspectos que acusam a origem comum são o pouco investimento em pesquisa científica ou a incapacidade da literatura nacional em atender à sua pequena demanda.
Ao precedente, some-se a inclusão digital; outra expressão de sentido duvidoso, aliás. A mesma porta pela qual passa o número exponencial de "fotógrafos" para cercar qualquer momento minimamente interessante a fim de erguer uma barreira humana que impeça de ver sem ser por suas lentes sem foco é aquela que se cruza para compor redações de repúdio gratuito. A rede social não é causadora, mas catalisadora. Veio para dar espaço e ocasião dessa cultura ferida se expressar. O grafo virtual delas vem para unir e os filhos do povo reivindicam o poder de separar, degenerando-se em células ideológicas.
Como, contudo, resolver um problema que não se conhece sem ir àquele que lhe dá sustentação? Uma resposta para essa pergunta mereceria destaque. Até lá, se lá se há de chegar, é preciso um movimento de contra cultura. É preciso trabalhar pela educação, doméstica e formal. Os agentes dessa tarefa devem ser todos os que se fazem conscientes do problema e da necessidade estrategicamente unidos. Cada um deve deixar de exigir e reclamar e medir suas atitudes, escrever livros e compartilhar a mídia de nova cultura.
Seria razoável exigir saber o que é discurso de ódio. Parece mais uma expressão esvaziada de sentido para servir pela força retórica. Como medir o ódio num discurso? Parece tendência agrupar sob esse mesmo rótulo ameaças de origem ideológica e opiniões dissonantes. Também, evocar seu poder de fundo emocional para condenar com crivo de atitudes a pensamentos. Discurso de ódio é uma expressão fechada usada como arma para condenar os adversários sem julgamento perante o júri.
O problema do discurso de ódio é um aspecto do grande problema cultural, filho bastardo das crises da família e da educação. Um povo habituado ao sentimentalismo e cujo ápice reflexivo se dá nas soluções miraculosas e pontuais dos colóquios de barbearia e botequim toma posse da praxe de participar com a sua curtida opinião. Outros aspectos que acusam a origem comum são o pouco investimento em pesquisa científica ou a incapacidade da literatura nacional em atender à sua pequena demanda.
Ao precedente, some-se a inclusão digital; outra expressão de sentido duvidoso, aliás. A mesma porta pela qual passa o número exponencial de "fotógrafos" para cercar qualquer momento minimamente interessante a fim de erguer uma barreira humana que impeça de ver sem ser por suas lentes sem foco é aquela que se cruza para compor redações de repúdio gratuito. A rede social não é causadora, mas catalisadora. Veio para dar espaço e ocasião dessa cultura ferida se expressar. O grafo virtual delas vem para unir e os filhos do povo reivindicam o poder de separar, degenerando-se em células ideológicas.
Como, contudo, resolver um problema que não se conhece sem ir àquele que lhe dá sustentação? Uma resposta para essa pergunta mereceria destaque. Até lá, se lá se há de chegar, é preciso um movimento de contra cultura. É preciso trabalhar pela educação, doméstica e formal. Os agentes dessa tarefa devem ser todos os que se fazem conscientes do problema e da necessidade estrategicamente unidos. Cada um deve deixar de exigir e reclamar e medir suas atitudes, escrever livros e compartilhar a mídia de nova cultura.
Livre não é o seguidor de Mariane
Originalmente, uma redação de no máximo 30 linhas refletindo sobre a propaganda da calça Us Top.
Todo homem, necessariamente, quer ser livre. Sempre o quer exatamente por querer, enquanto a liberdade for "expressão da vontade humana". Se desse fado não há como fugir, então o fundamento da liberdade parece ser seu oposto, a necessidade. Mas como esses dois princípios conversam? E como coordenar a liberdade do eu com as liberdades dos outros?
O homem tem diante de si um mistério: a sua vontade livre. Ele sabe que quer algo, inegavelmente. Ele vê que pode ou não se mover para o que o atrai (ou mesmo ao que não o atrai). Fundamentalmente, todo homem reconhece diante de si um poder de escolher. Se esse poder não lhe é cerceado, ele se entende livre. Pode-se dizer, para fins práticos, que o homem se sente livre quando a sua vontade cruza o limiar do seu mundo interior.
Todavia, a liberdade se choca com um outro fenômeno, seu complementar, a necessidade. Há coisas que não são possíveis, apesar dos anseios da vontade. Há também uma "responsabilidade do indivíduo por suas ações", ou em termos mais claros e precisos, tão técnicos quanto populares, existem consequências. Há um limite intransponível na necessidade, mas é essa fronteira que define a liberdade: quando não há o necessário, há o possível, e daí a escolha. Liberdade e necessidade aparecem entrelaçadas como princípios fundamentais.
Quando os homens se virem uns aos outros, um novo limite parece se insurgir. A liberdade do outro surge como o fim da minha. Ao se organizarem em sociedade, os homens encontrarão o problema de como sustentar as múltiplas liberdades. De boa vontade, descobrirão ser necessário não impor necessidades desnecessárias, mas como para que cada um seja livre é preciso respeitar um necessário limite. A sociedade livre regulará as relações para que nelas todos os envolvidos mantenham a si e aos outros livres.
Diante da síntese rascunhada acima, é possível ousar fugir um pouco do senso comum e dizer que a liberdade não é "uma calça [...] que você pode usar do jeito que quiser", porque para que a sociedade sobreviva livre não é possível "fazer o que quiser", mas é necessário escolher pelo que convém à manutenção da mesma liberdade. Como, por exemplo, terminar aqui nas 30 linhas...
Todo homem, necessariamente, quer ser livre. Sempre o quer exatamente por querer, enquanto a liberdade for "expressão da vontade humana". Se desse fado não há como fugir, então o fundamento da liberdade parece ser seu oposto, a necessidade. Mas como esses dois princípios conversam? E como coordenar a liberdade do eu com as liberdades dos outros?
O homem tem diante de si um mistério: a sua vontade livre. Ele sabe que quer algo, inegavelmente. Ele vê que pode ou não se mover para o que o atrai (ou mesmo ao que não o atrai). Fundamentalmente, todo homem reconhece diante de si um poder de escolher. Se esse poder não lhe é cerceado, ele se entende livre. Pode-se dizer, para fins práticos, que o homem se sente livre quando a sua vontade cruza o limiar do seu mundo interior.
Todavia, a liberdade se choca com um outro fenômeno, seu complementar, a necessidade. Há coisas que não são possíveis, apesar dos anseios da vontade. Há também uma "responsabilidade do indivíduo por suas ações", ou em termos mais claros e precisos, tão técnicos quanto populares, existem consequências. Há um limite intransponível na necessidade, mas é essa fronteira que define a liberdade: quando não há o necessário, há o possível, e daí a escolha. Liberdade e necessidade aparecem entrelaçadas como princípios fundamentais.
Quando os homens se virem uns aos outros, um novo limite parece se insurgir. A liberdade do outro surge como o fim da minha. Ao se organizarem em sociedade, os homens encontrarão o problema de como sustentar as múltiplas liberdades. De boa vontade, descobrirão ser necessário não impor necessidades desnecessárias, mas como para que cada um seja livre é preciso respeitar um necessário limite. A sociedade livre regulará as relações para que nelas todos os envolvidos mantenham a si e aos outros livres.
Diante da síntese rascunhada acima, é possível ousar fugir um pouco do senso comum e dizer que a liberdade não é "uma calça [...] que você pode usar do jeito que quiser", porque para que a sociedade sobreviva livre não é possível "fazer o que quiser", mas é necessário escolher pelo que convém à manutenção da mesma liberdade. Como, por exemplo, terminar aqui nas 30 linhas...
A vida urbana
Da vida simples diz tanto,
Ao campo, período ufana.
Mas doce mesmo é o encanto
Da serenidade urbana.
Andava na rua, correndo para que o tempo rendesse. E ao esbarrar com alguém, ao andar por ruas conhecidas, a saudade agradável bateu. Nostálgico. Amo mesmo a cidade. E em outro dia, na mesma semana, vi um músico tocando guitarra em frente à estação das barcas. Ah, sim, como é boa a cidade.
Muitos vivem imersos na correria das cidades, nas massas, nos ônibus lotados, nas ruas cheias de vendedores, nos cumprimentos rápidos a rostos familiares... Canta-se, de fato, um sonho de fugir disso. Mas a verdade é que o que cansa é a má gestão do nosso mundo, seja da parte que nos cabe, seja da que está além de nós.
A urbanidade é a realização do sonho. Lá estão todos, lá está tudo. O comércio e o trabalho, o lazer e a saudade. Fuja mesmo dela. Fuja, viva o seu retiro, e então sinta o chamado às ruas. Não vê-las traz saudade do tanto vê-las. Ter nelas e com elas faz o coração se alegrar. Eis a humanidade! Eis sua beleza e suas feridas para curar! Eis o doce cheiro inodoro de tudo o que podemos fazer! "Ó, admirável mundo", sinto desejo de gritar! Bom te fez o Criador e no fundo ainda és bom!
Uma corrida, rápida, assuntos a resolver, hora de voltar para casa... Mas, ó vida urbana, é assim que os grandes amores sobrevivem. Ficamos juntos porque queremos, apesar do que nos desagrada, e nas tarefas cotidianas sentimos menos peso, porque lá está o objeto do amor.
Ah, centro da humanidade, mal se fala de ti, mas porque já estão imersos em ti. Aqueles que não te conheciam sim, te buscaram e em ti encontraram o que precisavam. Tu não és perfeita, muito longe disso. Mas és o melhor que por aqui temos e depois te encontraremos na tua forma definitiva.
Sim, amo a urbanidade. E escrevo isto como uma declaração, um sentimento que perpassa uma reflexão seguida duma opção. Escolhi assim. E só de andar pelas ruas e poder contemplar uma cena cotidiana, peculiar, da vida da cidade que engloba tanto, mesmo a mim, fico feliz. Com ela e comigo. Eu sigo onde estou, os músicos seguem tocando e as pessoas seguem vivendo.
Tinha tempo, tempo para poder correr sem pressa, conferir a hora de chegar, mas como se não tivesse hora. E cá estou eu, tomando intervalos para compor e escrever.
Ao campo, período ufana.
Mas doce mesmo é o encanto
Da serenidade urbana.
Andava na rua, correndo para que o tempo rendesse. E ao esbarrar com alguém, ao andar por ruas conhecidas, a saudade agradável bateu. Nostálgico. Amo mesmo a cidade. E em outro dia, na mesma semana, vi um músico tocando guitarra em frente à estação das barcas. Ah, sim, como é boa a cidade.
Muitos vivem imersos na correria das cidades, nas massas, nos ônibus lotados, nas ruas cheias de vendedores, nos cumprimentos rápidos a rostos familiares... Canta-se, de fato, um sonho de fugir disso. Mas a verdade é que o que cansa é a má gestão do nosso mundo, seja da parte que nos cabe, seja da que está além de nós.
A urbanidade é a realização do sonho. Lá estão todos, lá está tudo. O comércio e o trabalho, o lazer e a saudade. Fuja mesmo dela. Fuja, viva o seu retiro, e então sinta o chamado às ruas. Não vê-las traz saudade do tanto vê-las. Ter nelas e com elas faz o coração se alegrar. Eis a humanidade! Eis sua beleza e suas feridas para curar! Eis o doce cheiro inodoro de tudo o que podemos fazer! "Ó, admirável mundo", sinto desejo de gritar! Bom te fez o Criador e no fundo ainda és bom!
Uma corrida, rápida, assuntos a resolver, hora de voltar para casa... Mas, ó vida urbana, é assim que os grandes amores sobrevivem. Ficamos juntos porque queremos, apesar do que nos desagrada, e nas tarefas cotidianas sentimos menos peso, porque lá está o objeto do amor.
Ah, centro da humanidade, mal se fala de ti, mas porque já estão imersos em ti. Aqueles que não te conheciam sim, te buscaram e em ti encontraram o que precisavam. Tu não és perfeita, muito longe disso. Mas és o melhor que por aqui temos e depois te encontraremos na tua forma definitiva.
Sim, amo a urbanidade. E escrevo isto como uma declaração, um sentimento que perpassa uma reflexão seguida duma opção. Escolhi assim. E só de andar pelas ruas e poder contemplar uma cena cotidiana, peculiar, da vida da cidade que engloba tanto, mesmo a mim, fico feliz. Com ela e comigo. Eu sigo onde estou, os músicos seguem tocando e as pessoas seguem vivendo.
Tinha tempo, tempo para poder correr sem pressa, conferir a hora de chegar, mas como se não tivesse hora. E cá estou eu, tomando intervalos para compor e escrever.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Insatisfeito?
Devo ser uma pessoa um tanto "insatisfeita". Talvez, como li num dito de alguém que não me lembro quem, tenho saudades de um tempo em que não vivi.
Já que estamos a dias das eleições municipais de 2012, por que não começar pelo tema Política? Sou monarquista confesso. Bem, meu país não vê a coroa na cabeça de um legítimo imperador desde o golpe de 1889, 123 anos atrás. Apesar da atividade monarquista existir, seu ideal ainda está distante. Com a mentalidade instalada nas massas atualmente seria muito difícil a restauração nos próximos anos. Aliás, também sou conservador. Dizem pesquisas que em termos de ideias o povo brasileiro também o é, mas os políticos e governantes não são. Mas, como no tempo de Sócrates, eles têm o discurso certo. Gozado como outro dia, quando questionado por um pesquisador sobre um motivo para não votar de forma alguma em um dos candidatos à prefeitura, o homem se surpreendeu pelo meu motivo ser de diferença de ideologia política. Em suma, não votaria num comunista. Surpresa, nego meu voto a alguém que quer fazer o que eu não quero que se faça!
Falando em Arquitetura, prefiro algo mais clássico... Não conheço muito de arte. Ficaria feliz de ter um amigo entendido disso para me explicar algumas coisas. Mas pelo que tenho lido, se não estiver errado me identifico muito com o barroco. De modo geral na arte eu desgosto de tudo que é modernista. A arte é uma beleza que dura para sempre! Agora, ande pelas ruas e veja que tipo de arquitetura vai encontrar nos prédios da sua cidade.
Agora, Música! Bem verdade que gosto de rock, apesar de recentemente não ouvir absolutamente nada, mas tendo cada dia mais para a música erudita. Não gosto do primeiro em sentido amplo, mas restrito. Não é toda bandinha que me agrada, mas determinadas músicas... Quanto ao segundo, ainda estou aprendendo a gostar. E amo o canto gregoriano, é a própria expressão musical do sagrado. Aplicando a "insatisfação" aqui, se me perguntar de um rock novo que eu goste, não saberei o que te dizer; pare numa praça movimentada e analise os rostos das pessoas ao falar em Bach, Beethoven ou Mozart; por fim e mais trágico, observe o tamanho diminuto do uso recente da música sacra.
Liturgia e Espiritualidade! A introdução já se dá no comentário ao canto gregoriano. Anseio por Missas celebradas ordinariamente em Versus Deum e frequentemente com uso da língua litúrgica. Sim, isso é "facilmente" encontrado na Missa Tridentina, e é o que me leva fortemente a ela, basta sinalizar que seu caráter extraordinário é levado a sério na prática. Minha espiritualidade tradicional vai de encontro com o costume (não legítimo, mas propagado por falta de catequese) de pessoas que praticamente dançam ao entoar algum cântico na liturgia.
Finalizo com Educação. Se tivesse poder para isso, reformaria o sistema educacional brasileiro. Ignoraria muitos conselhos sobre uma nova forma de educar e primeiramente olharia para as formas clássicas que sempre funcionaram bem. Nas lacunas aplicaria novas práticas que se mostram boas. Acrescentaria "Música" no Ensino Fundamental. E entenda isso como Teoria Musical. Mais Filosofia e menos Sociologia no Médio, talvez assim abrindo um espaço para Teoria Política e/ou OSPB (Organização Social e Política Brasileira), esta talvez aplicada no segundo segmento do Fundamental. Ao mesmo passo, jogaria no lixo a pretensa Educação Sexual e até, se houver, Ambiental. Sobre a primeira, existem coisas que a escola não ensina (ou doutrina, como preferir), mas se dá em família ou através de uma religião ou filosofia seguida; sobre a segunda, acredito que a noção de não mutilar de graça o meio ambiente vem em parte pela criação dos pais e em parte por cada gesto e pela própria atmosfera do colégio, não sendo necessário um tempo de aula dedicado apenas a isso. O Ensino Religioso, de facto, também teria seu lugar, mas a ser planejado de uma forma cautelosa, bem como outros projetos.
O problema do meu povo é a ignorância! Muitas de minhas discordâncias surgiram através de um simples amadurecimento de opiniões. Pelo jeito, de agora até o futuro eu terei de fazer algo a respeito dessas "insatisfações". Sabe Deus como.
Já que estamos a dias das eleições municipais de 2012, por que não começar pelo tema Política? Sou monarquista confesso. Bem, meu país não vê a coroa na cabeça de um legítimo imperador desde o golpe de 1889, 123 anos atrás. Apesar da atividade monarquista existir, seu ideal ainda está distante. Com a mentalidade instalada nas massas atualmente seria muito difícil a restauração nos próximos anos. Aliás, também sou conservador. Dizem pesquisas que em termos de ideias o povo brasileiro também o é, mas os políticos e governantes não são. Mas, como no tempo de Sócrates, eles têm o discurso certo. Gozado como outro dia, quando questionado por um pesquisador sobre um motivo para não votar de forma alguma em um dos candidatos à prefeitura, o homem se surpreendeu pelo meu motivo ser de diferença de ideologia política. Em suma, não votaria num comunista. Surpresa, nego meu voto a alguém que quer fazer o que eu não quero que se faça!
Falando em Arquitetura, prefiro algo mais clássico... Não conheço muito de arte. Ficaria feliz de ter um amigo entendido disso para me explicar algumas coisas. Mas pelo que tenho lido, se não estiver errado me identifico muito com o barroco. De modo geral na arte eu desgosto de tudo que é modernista. A arte é uma beleza que dura para sempre! Agora, ande pelas ruas e veja que tipo de arquitetura vai encontrar nos prédios da sua cidade.
Agora, Música! Bem verdade que gosto de rock, apesar de recentemente não ouvir absolutamente nada, mas tendo cada dia mais para a música erudita. Não gosto do primeiro em sentido amplo, mas restrito. Não é toda bandinha que me agrada, mas determinadas músicas... Quanto ao segundo, ainda estou aprendendo a gostar. E amo o canto gregoriano, é a própria expressão musical do sagrado. Aplicando a "insatisfação" aqui, se me perguntar de um rock novo que eu goste, não saberei o que te dizer; pare numa praça movimentada e analise os rostos das pessoas ao falar em Bach, Beethoven ou Mozart; por fim e mais trágico, observe o tamanho diminuto do uso recente da música sacra.
Liturgia e Espiritualidade! A introdução já se dá no comentário ao canto gregoriano. Anseio por Missas celebradas ordinariamente em Versus Deum e frequentemente com uso da língua litúrgica. Sim, isso é "facilmente" encontrado na Missa Tridentina, e é o que me leva fortemente a ela, basta sinalizar que seu caráter extraordinário é levado a sério na prática. Minha espiritualidade tradicional vai de encontro com o costume (não legítimo, mas propagado por falta de catequese) de pessoas que praticamente dançam ao entoar algum cântico na liturgia.
Finalizo com Educação. Se tivesse poder para isso, reformaria o sistema educacional brasileiro. Ignoraria muitos conselhos sobre uma nova forma de educar e primeiramente olharia para as formas clássicas que sempre funcionaram bem. Nas lacunas aplicaria novas práticas que se mostram boas. Acrescentaria "Música" no Ensino Fundamental. E entenda isso como Teoria Musical. Mais Filosofia e menos Sociologia no Médio, talvez assim abrindo um espaço para Teoria Política e/ou OSPB (Organização Social e Política Brasileira), esta talvez aplicada no segundo segmento do Fundamental. Ao mesmo passo, jogaria no lixo a pretensa Educação Sexual e até, se houver, Ambiental. Sobre a primeira, existem coisas que a escola não ensina (ou doutrina, como preferir), mas se dá em família ou através de uma religião ou filosofia seguida; sobre a segunda, acredito que a noção de não mutilar de graça o meio ambiente vem em parte pela criação dos pais e em parte por cada gesto e pela própria atmosfera do colégio, não sendo necessário um tempo de aula dedicado apenas a isso. O Ensino Religioso, de facto, também teria seu lugar, mas a ser planejado de uma forma cautelosa, bem como outros projetos.
O problema do meu povo é a ignorância! Muitas de minhas discordâncias surgiram através de um simples amadurecimento de opiniões. Pelo jeito, de agora até o futuro eu terei de fazer algo a respeito dessas "insatisfações". Sabe Deus como.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Quem é Deus?
Das Confissões, de Santo Agostinho, um dos mais belos textos que já tive o prazer de ler. Todas as palavras de que tenho não descrevem o quanto é magnífico.
"O que sei, Senhor, sem sombra de dúvida, é que te amo. Feriste meu coração com tua palavra, e te amei. O céu, a terra e tudo quanto neles existe, de todas as partes me dizem que te ame; nem cessam de repeti-lo a todos os homens, para que não tenham desculpas. Terás compaixão mais profunda de quem já te compadeceste; e usarás de misericórdia com quem já foste misericordioso. De outro modo, o céu e a terra cantariam teus louvores a surdos.
Mas, que amo eu, quando te amo? Não amo a beleza do corpo, nem o esplendor fugaz, nem a claridade da luz, tão cara a estes meus olhos, nem as doces melodias das mais diversas canções, nem a fragrância de flores, de ungüentos e de aromas, nem o maná, nem o mel, nem os membros tão afeitos aos amplexos da carne. Nada disto amo quando amo o meu Deus. E, contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento, um abraço de meu homem interior, onde brilha para minha alma uma luz sem limites, onde ressoam melodias que o tempo não arrebata, onde exalam perfumes que o vento não dissipa, onde se provam iguarias que o apetite não diminui, onde se sentem abraços que a saciedade não desfaz. Eis o que amo quando amo o meu Deus!
Então, o que é Deus? Perguntei à terra, e ela me disse: “Eu não sou Deus”. E tudo o que nela existe me respondeu o mesmo. Perguntei ao mar, aos abismos e aos répteis viventes, e eles me responderam: “Não somos teu Deus; busca-o acima de nós”. Perguntei aos ventos que sopram; e todo o ar, com seus habitantes, me disse: “Anaxímenes está enganado eu não sou Deus”. Perguntei ao céu, ao sol, à luz e às estrelas. “Tampouco somos o Deus a quem procuras” – me responderam.
Disse então à todas as coisas que meu corpo percebe: “Dizei-me algo de meu Deus, já que não sois Deus; dizei-me alguma coisa dele” – e todas exclamaram em coro: “Ele nos criou” – Minha pergunta era meu olhar, e sua resposta a sua beleza.
Dirigi-me, então, a mim mesmo, e perguntei: “E tu, quem és?” – e respondi: “Um homem”. Para me servirem, tenho um corpo e uma alma: aquele exterior, esta interior. Por qual deles deverei perguntar pelo meu Deus, a quem já havia procurado com o corpo desde a terra até o céu, até onde pude enviar os raios de meu olhar como mensageiros? Melhor, sem dúvida, é a parte interior de mim mesmo. É a ela que dirigem suas respostas todos os mensageiros de meu corpo, como a um presidente ou juiz, respostas do céu, da terra, e de tudo o que existe, e que proclamam: “Não somos Deus” – e ainda – “Ele nos criou”. O homem interior conhece essas coisas por meio do homem exterior; mas o homem interior, que é a alma, também conhece essas coisas por meio dos sentidos do corpo.
Interroguei a imensidão do universo acerca de meu Deus, e ele me respondeu: “Não sou eu, mas foi ele quem me criou”. Mas essa beleza não se manifesta a quantos têm sentidos perfeitos? E por que não fala a todos a mesma linguagem?
Os animais, pequenos ou grandes, a vêem; mas não podem interrogá-la, porque não receberam a razão que, como juiz, interprete as mensagens dos sentidos. Os homens, porém, podem interrogá-la, para que as perfeições invisíveis de Deus se manifestem pelas suas obras. Mas o amor às coisas criadas os escraviza, e assim os torna incapazes de julga-las. Ora, elas só respondem aos que podem julgar-lhes as respostas. Elas não mudam sua linguagem, isto é, sua beleza, quando um só as vê, e outro as interroga; elas não lhes aparecem diferentes mas, para uns ficam mudas, enquanto falam a outros. Ou melhor: eles falam a todos, mas apenas se entendem os que comparam sua expressão exterior com a verdade interior. De fato a verdade me diz: “Teu Deus não é nem o céu, nem a terra, nem corpo algum. A natureza das coisas o diz para quem sabe ver; a matéria é menor em seus elementos que em seu todo. Por isso, minha alma, digo-te que és superior ao corpo, pois vivificas sua matéria, dando-lhe vida, como nenhum corpo pode dar a outro corpo. Mas teu Deus é também para ti a vida de tua vida."
Fonte: http://img.cancaonova.com/noticias/pdf/277537_SantoAgostinho-Confissoes.pdf
terça-feira, 19 de junho de 2012
Dos que buscam a Verdade
Aqueles que buscam a verdade têm um diferencial. E é disso que eu gostaria de dissertar brevemente.
Venho notando como quem busca a verdade tem algo em si que mais cedo ou mais tarde se mostra como algo todo especial. Quem busca a verdade não vive por viver, não trabalha pra comer, não levanta porque tem que levantar, mas empenha-se em fazer tudo pela verdade. A verdade é o que vale a pena o filósofo estudar, porque ela é imutável na própria essência.
Falando de outro modo, buscar a verdade é o que dá sentido a tudo. Se tudo que vivemos for apenas um sonho de Brahma, por que ligar para o "proletário"?! Aquilo que eu chamo de "Questões Fundamentais" são o que interessa entender. São, como indica sutilmente o título, fundamentais. O empenho por se questionar quanto a isso, a busca pela verdade, se quiser chamar assim pelo sentido da vida.
Bem, a Verdade é uma pessoa, a Vida é uma pessoa. E quem firmemente busca a Verdade há de encontrar.
Quando Pilatos perguntou a Cristo "O que é a verdade?" o Senhor ficou em silêncio, mas Ele já respondera.(cf. Jo 14, 6)
E o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nos diz em suas Confissões:
"A verdade, Senhor é que criaste o céu e a terra. A verdade é que o princípio é tua Sabedoria, em que criaste todas as coisas. (...) É ainda verdade que tudo o que é mutável sugere a nosso pensamento a ideia de algo informe, susceptível de tomar forma, de mudar e de se transformar."
Por isso, busque a Verdade e seja fiel à sua consciência, pois é com ela que você há de prestar contas diante de Quem não há mentiras.
Venho notando como quem busca a verdade tem algo em si que mais cedo ou mais tarde se mostra como algo todo especial. Quem busca a verdade não vive por viver, não trabalha pra comer, não levanta porque tem que levantar, mas empenha-se em fazer tudo pela verdade. A verdade é o que vale a pena o filósofo estudar, porque ela é imutável na própria essência.
Falando de outro modo, buscar a verdade é o que dá sentido a tudo. Se tudo que vivemos for apenas um sonho de Brahma, por que ligar para o "proletário"?! Aquilo que eu chamo de "Questões Fundamentais" são o que interessa entender. São, como indica sutilmente o título, fundamentais. O empenho por se questionar quanto a isso, a busca pela verdade, se quiser chamar assim pelo sentido da vida.
Bem, a Verdade é uma pessoa, a Vida é uma pessoa. E quem firmemente busca a Verdade há de encontrar.
Quando Pilatos perguntou a Cristo "O que é a verdade?" o Senhor ficou em silêncio, mas Ele já respondera.(cf. Jo 14, 6)
E o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nos diz em suas Confissões:
"A verdade, Senhor é que criaste o céu e a terra. A verdade é que o princípio é tua Sabedoria, em que criaste todas as coisas. (...) É ainda verdade que tudo o que é mutável sugere a nosso pensamento a ideia de algo informe, susceptível de tomar forma, de mudar e de se transformar."
Por isso, busque a Verdade e seja fiel à sua consciência, pois é com ela que você há de prestar contas diante de Quem não há mentiras.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Derivadas, aprendizado e humildade
Agora que notei este fundo que ilustra o meu blog há algum tempo, percebi que aprendi um pouco dele nos últimos tempos. Para o caso de eu mudá-lo e não ter de adaptar o texto, ele mostra algumas derivadas e coisas do gênero. Quando coloquei eu só achei bonito e relacionado a matemática, mas agora eu sei um pouco do que se trata.
Aprender... Tantas coisas que eu quero aprender... Tanto por ler, tanto por estudar... Motivos me sobram, sejam as provas da semana que vem, sejam meus objetivos e ideais. Muito por aprender ainda, mas especialmente que não importa o quanto eu aprenda, o importante é aprender junto a humildade. Um erudito humilde pode ser um auxílio para muitos, um erudito arrogante é uma pessoa marcada por seu próprio orgulho.
Como dito, muito ainda por aprender...
Aprender... Tantas coisas que eu quero aprender... Tanto por ler, tanto por estudar... Motivos me sobram, sejam as provas da semana que vem, sejam meus objetivos e ideais. Muito por aprender ainda, mas especialmente que não importa o quanto eu aprenda, o importante é aprender junto a humildade. Um erudito humilde pode ser um auxílio para muitos, um erudito arrogante é uma pessoa marcada por seu próprio orgulho.
Como dito, muito ainda por aprender...
domingo, 15 de abril de 2012
Pela Eugenia, diz o Estado
Depois da trágica decisão do Supremo Tribunal Federal, novamente fazendo as vezes de Legislativo, em permitir o infanticídio eugênico das crianças anencéfalas, critiquei e protestei bastante no Facebook. Agora, com vontade de publicar no meu blog, deixo o seguinte. Meus argumentos são fracos. Salvo as razões da fé, limito-me a ouvir o que diz o senhor presidente do STF, ministro Cezar Peluso:
Eu não acompanho o trabalho deste homem, não conheço sua história e suas bandeiras, mas reconheço o valor destas palavras e o brilhantismo desta defesa magnífica.
Eu não acompanho o trabalho deste homem, não conheço sua história e suas bandeiras, mas reconheço o valor destas palavras e o brilhantismo desta defesa magnífica.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Será que votar é realmente tão importante?
Nadando contra a corrente, eu tenho minhas dúvidas quanto a democracia.
Segundo a Wikipédia, "Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico".
Basicamente eu entendo isso como um regime onde o poder, teoricamente, vem do povo. Ainda em teoria, um regime democrático é aquele onde o representante popular é apenas um instrumento para executar a vontade da maioria. Como gosto de citar, segundo essa lógica, se for da vontade da maioria linchar todo um município, seria então essa a função do representante, realizar essa vontade. Assim, a democracia depende do que vem passando pelas ideias das massas. Como podemos ver hoje se fizermos um esforcinho, existem mecanismos de manipulação de massas em atividade, talvez certas obras de ficção, por exemplo. Se então a moral popular for degradada lentamente, estará então a nação que abriga essa população caminhando para a ruína. As massas terão o poder de pedir legalmente o sangue dos poucos sensatos e nesse dia o caos será instalado.
Agora, de um ponto de vista um pouco mais prático. Será que realmente elegemos alguma coisa? Muita gente vota como se estivesse apostando no jockey. Quem jamais viu um eleitor comentando que não votaria em quem vai perder, que atire a primeira urna. Quase que naturalmente, ao vermos um candidato à presidência de um PSTU da vida, sequer pensaremos em ver se sua plataforma é magnífica ou um lixo, vamos ignorar que é uma pessoa concorrendo ao cargo de chefe de Estado. (O que por sinal é algo interessante. Qualquer pessoa que saiba ler e escrever pode ser chefe de Estado, mas o Juiz do Supremo Tribunal Federal tem que ter nível superior. Não há algo incoerente aí? Uma diferença de pesos e medidas entre os três poderes?). Não pedimos jamais pelo presidencialismo e seus adeptos nunca chegaram a nos ensinar a escolher candidatos. Será que o voto livre realmente é um ganho? As aclamadas diretas não seriam um meio de eleger aquele que tem mais apoio de quem manipula as massas? Afinal, qualquer um pode votar, mesmo que o Estado não dê estudo a essa pessoa para poder tomar uma decisão dessas. Sempre me pego pensando se o sistema de voto indireto, onde uma pessoa confiável de cada região vai representar aquele povo, buscando o melhor para eles. É mais fácil confiar no seu Zé que todo mundo conhece e confia que no moço que aparece mais tempo no programa eleitoral. O que por sinal também é uma loucura. Um candidato tem meia hora de programa e o outro cinco minutos.
Será que executar à risca a vontade do povo é realmente algo bom para ele? O fato da maioria concordar com algo tem alguma relação com estar certo ou errado? Penso que não, a maioria pode acertar ou errar. Acontece que um homem estudado com todo o poder é temido e um povo sem acesso à educação e com acesso ao que não deve é motivado.
Quem disse que o povo sabe o que é o melhor para si?
O problema é: E quem sabe o que é o melhor para o povo? Neste mundo não há governo estatal perfeito. Existem uns que devem ser exterminados da face da terra, uns que andam e uns que funcionam melhor. Acontece que isso varia de nação para nação. É como um computador, se é o melhor ou não depende das necessidades do usuário.
Dom Pedro I disse certa vez: "Tudo farei para o povo, nada, porém, pelo povo".
Hoje sou monarquista porque acredito ser este o melhor sistema de governo para o nosso povo. Luto pela restauração da monarquia constitucional parlamentar de nosso país. Somos adestrados a pensar que o poder moderador é um absurdo absolutista (quando vigora na constituição mais liberal da época...), mas vejo-o como um meio de haver um equilíbrio entre os três poderes. Um imperador que se imponha poderia equilibrar esse horrível jogo partidário que controla nosso país, teria força para influenciar a continuidade dos projetos e seria ícone de orgulho nacional e patriotismo. Chega de ser brasileiro por futebol e samba. Defendo veementemente que esse sistema serial ideal por se basear num homem que traz a preparação de uma vida para governar e o faz por missão em diálogo constante com uma bancada (liderada pelo primeiro ministro) de eleitos populares que trazem os desejos do povo e governam por cargo. Equilíbrio entre a vontade popular e a consciência de seu guia. E claro, o chefe de Estado, o Imperador, seria livre da influência dos financiadores de campanhas por não pertencer a partidos e cabeça do executivo seria outra pessoa, no caso o primeiro ministro, o que faria com que os três poderes orbitassem em torno de um chefe de Estado separado dos três.
Enfim, suponho que seja a melhor saída para o nosso país, o melhor meio de fazer as coisas funcionarem. Mas ainda assim é um paradoxo. Com um sistema melhor poderíamos chegar mais perto de uma boa educação, que abre as portas, mas precisamos dessa boa educação para chegar a um sistema melhor.
Muito ainda há para falar, mas citando um professor meu "Como faz o esquartejador, vamos por partes".
terça-feira, 26 de julho de 2011
Diálogo com minha sombra e o eco no vazio
Não tenho mais ideia do que postar neste blog. Não tenho leitores, logo não me existe a meta de entreter alguém com meus textos; não sei se as ideias que me correm pela cabeça devam ser publicadas, ao menos por hora; e eu jamais quis fazer deste blog um diário ou coisa parecida, mas apenas um painel de ideias.
A questão é que há uma diferença entre um olhar que apenas critica por considerar "não-bom" e um que critica por se opor a algo bem definido.
Também há de se considerar essa questão de que não estou falando com ninguém em especial. Se estivesse escrevendo poesias, haveriam algum tipo de musa; se tivesse leitores, me dirigiria a eles; se meus artigos visassem publicação formal, falaria com meus leitores que também seriam compradores do meu material; mas a questão é que não estou falando com ninguém, absolutamente. É fato consumado que meu blog só é lido quando eu convido alguém a fazê-lo em razão de uma ou outra postagem. Claro, a minha completa falta de assiduidade em escrever algo aqui ajuda a jamais prender um leitor, assim como a minha ausência de tema central. Talvez eu acabe por criar um "diário ideológico" com este blog, quando a faculdade começar, em duas semanas. Haverão coisas a se falar.
Ou talvez eu devesse preservar o espaço exposto de pensamentos íntimos do Hpositivo e criar outro blog para falar dos fatos que me cercam... Se bem que, de blogs solitários, me basta um e apenas um, este.
Se for da vontade de Deus um dia eu terei quem ler o que escrevo, seja aqui ou em outra situação. Se não for, paciência, não é exatamente algo essencial à minha vida.
Aliás, com o tempo, aprendendo a brincar no meu curso superior de Ciência da Computação, eu deverei aprender a fazer algumas coisinhas legais no visual do blog.
É isso.
A questão é que há uma diferença entre um olhar que apenas critica por considerar "não-bom" e um que critica por se opor a algo bem definido.
Também há de se considerar essa questão de que não estou falando com ninguém em especial. Se estivesse escrevendo poesias, haveriam algum tipo de musa; se tivesse leitores, me dirigiria a eles; se meus artigos visassem publicação formal, falaria com meus leitores que também seriam compradores do meu material; mas a questão é que não estou falando com ninguém, absolutamente. É fato consumado que meu blog só é lido quando eu convido alguém a fazê-lo em razão de uma ou outra postagem. Claro, a minha completa falta de assiduidade em escrever algo aqui ajuda a jamais prender um leitor, assim como a minha ausência de tema central. Talvez eu acabe por criar um "diário ideológico" com este blog, quando a faculdade começar, em duas semanas. Haverão coisas a se falar.
Ou talvez eu devesse preservar o espaço exposto de pensamentos íntimos do Hpositivo e criar outro blog para falar dos fatos que me cercam... Se bem que, de blogs solitários, me basta um e apenas um, este.
Se for da vontade de Deus um dia eu terei quem ler o que escrevo, seja aqui ou em outra situação. Se não for, paciência, não é exatamente algo essencial à minha vida.
Aliás, com o tempo, aprendendo a brincar no meu curso superior de Ciência da Computação, eu deverei aprender a fazer algumas coisinhas legais no visual do blog.
É isso.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Baseado na seguinte proposição morreu, hoje se baseia no que sinto e no eu penso que é assim e pronto
Está ficando mais difícil dialogar hoje. Isso porque as pessoas estão se baseando em sensações e sentimentos. Por n motivos muitas pessoas não mais refletem, então elas fazem o que sobra: sentem. Estou notando que a mídia influencia muito esse sentir todo. Gosto muito de Capital Inicial, mas uma letra deles me incomoda: "Parei de pensar... E comecei a sentir". Onde isso leva? Tem gente que se sente muito bem dando comida a moradores de rua e tem gente que se sente bem matando a sangue frio. Uma ditadura de sensações é meio perigosa, obriga a todos "sentirem igual" e os que sentem diferente serão taxados com certos rótulos. Quando as pessoas pensam e controlam os sentidos e sentimentos elas funcionam melhor.
Sensações podem ser boas se bem orientadas.
Então é difícil levantar proposições quando a base oposta é baseada em "Mas eu sinto...". Não se pensa mais na possibilidade de sentir errado. Aliás, eu diria que estão querendo boicotar a ideia de "erro".
Graças a Deus existem as ciências exatas, que sempre manterão bem viva a ideia de que se erra e pode-se usar os erros como entulho, para ir subindo nele.
Sensações podem ser boas se bem orientadas.
Então é difícil levantar proposições quando a base oposta é baseada em "Mas eu sinto...". Não se pensa mais na possibilidade de sentir errado. Aliás, eu diria que estão querendo boicotar a ideia de "erro".
Graças a Deus existem as ciências exatas, que sempre manterão bem viva a ideia de que se erra e pode-se usar os erros como entulho, para ir subindo nele.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Carta aos amigos
A amizade é um doce mistério que me atrai. Como que vias emparelhadas, como algo que pode ligá-las. Mas como é bom quando essas vias se cruzam. Primeiro é descobrir esse emparelhamento para então vivê-lo. Mas cada um tem um caminho e as vias podem se unir e separar constantemente. Novas vias são descobertas, mas as antigas não são esquecidas, pelo contrário, devem, como um bom vinho, melhorar com o tempo, amadurecer.
O problema é que não é fácil olhar e ver aquela via que antes estava ao lado, praticamente grudada à sua, agora mais distante. É triste. Sim, outras entram em nosso caminho, mas não como um substituto, mas como um acréscimo. Cada pessoa é única e especial ao seu modo.
Agora, como uma via andando mais devagar e podendo se dar ao luxo de olhar para as suas vias emparelhadas eu posso refletir... Que saudade daqueles tempos que não voltam mais, com cada via agora distante enquanto estava cruzada com a minha!
Estava lembrando daqueles tempos onde a luz decidiu se impor diante das trevas. Lembrei como aquele que a trouxe era próximo, como eram bons aqueles dias; bons tempos, coisas boas.
Por que tens de se afastar? Por que vai mais para longe? Não, não se afaste mais! - dizemos perante essa dor.
Sim, dor inevitável, dor necessária, dor de crescimento, dor que ensina, mas ainda assim dor.
Mais vias se afastam, se descruzam. Ainda emparelhadas, mas separadas.
Aquele que cruza e descruza, emparelha e até desemparelha, une e separa; o Senhor de tudo tem esse direito e o faz da melhor maneira. Ele deu, Ele revoga ou Ele muda. Decidi que a Ele confio. Se ele emparelhou e cruzou, em Sua sabedoria, também em Sua sabedoria Ele afasta, mas mantém. É Nele que decidi confiar porque quero viver Nele por vocês e em vocês por Ele. E até viver convosco Nele.
Sim, vias se afastam e aproximam de novo, de formas inimagináveis. E cruzadas ou distantes, estar emparelhadas já é uma dádiva. Cada via que me foi emparelhada é uma graça sem precedentes a qual agradeço constantemente. Tenha sido ela muito próxima ou nunca tanto, física ou virtual, masculina ou feminina.
Agora, entre duas fases, penso calmamente nisso. Sinto falta de cada um de vocês. Gostaria de estar individualmente perto de todos.
Quando eu fiz o meu melhor amigo, ou ele me fez, ele foi o centro do meu equilíbrio nesse tema. O tempo passou, as vias descruzaram e meu entendimento do termo evoluiu. Cada um que foi chamado 'um dos' era individualmente importante e "juntos" completavam o centro de equilíbrio.
Meu melhor amigo jamais deixou seu posto e jamais deixará. Cada boa lembrança e o quanto gosto de você é algo perpétuo. Quem você foi, quem você é e quem você será são formas de ver uma só pessoa. Meus melhores amigos me complementam, meus amigos me acompanham e também complementam. Sou o que sou por cada um de vocês também, vocês me influenciaram, fizeram ao menos a mínima diferença em determinados minutos da minha vida! Ahh, meus Pedro e João, meus irmãos, meus companheiros de vida, Il Sacro Tomodachi, ou quais formas mais chame alguns de vocês. Ficai sabendo que gosto muito de todos vocês; tenhais em mente que amo alguns de vocês.
Arranquem-me de meu estado depressivo, sejam arrancados por mim ou andem ao meu lado, esses somos nós.
Porque fiquei triste e vocês me ajudaram, se ofereceram, foram solícitos. Precisei de motivo e vocês se permitiram serem preenchidos, me ajudaram sem nem saber. Não quero estar sozinho e vocês estão ai, porque são como muitas coisas essenciais à nossa vida, nem sempre os vemos, mas sabemos que estão lá. Estão lá e se revelam em sua hora, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, no amor ou no ódio, na vida ou na morte.
Sim, eu decidi confiar. Eu decidi confiar e é o melhor que posso fazer. Confiar, mas de forma ativa. Eu já disse e repito que quero arrastá-los para a luz que um dia me mostraram. Deram-me uma centelha e eu quero lhes das a plenitude da luz. Quero que encontremos juntos a Fonte de Luz. Quero que onde eu esteja, estejam comigo cada um de vocês, para vermos juntos toda a Glória maior.
Achem-me bobo, exemplar, chato, divertido, sério, engraçado, confuso, seguro ou o que quer que seja.
Cada um a seu modo é especial como só em todo o mundo. Cada um a seu modo é especial para mim. Cada um a seu modo é único e exclusivo.
E é a cada um de vocês e a todos vocês que eu dedico este texto, aqueles dignos da palavra a qual temo e amo, a palavra que sempre quis saber o que era e quando conheci descobri que o significado é o que mais importa, a palavra menosprezada e exaltada, força nos fortes e dos fortes que compõem a força. Por tudo e por todos, é por vocês, amigos.
O problema é que não é fácil olhar e ver aquela via que antes estava ao lado, praticamente grudada à sua, agora mais distante. É triste. Sim, outras entram em nosso caminho, mas não como um substituto, mas como um acréscimo. Cada pessoa é única e especial ao seu modo.
Agora, como uma via andando mais devagar e podendo se dar ao luxo de olhar para as suas vias emparelhadas eu posso refletir... Que saudade daqueles tempos que não voltam mais, com cada via agora distante enquanto estava cruzada com a minha!
Estava lembrando daqueles tempos onde a luz decidiu se impor diante das trevas. Lembrei como aquele que a trouxe era próximo, como eram bons aqueles dias; bons tempos, coisas boas.
Por que tens de se afastar? Por que vai mais para longe? Não, não se afaste mais! - dizemos perante essa dor.
Sim, dor inevitável, dor necessária, dor de crescimento, dor que ensina, mas ainda assim dor.
Mais vias se afastam, se descruzam. Ainda emparelhadas, mas separadas.
Aquele que cruza e descruza, emparelha e até desemparelha, une e separa; o Senhor de tudo tem esse direito e o faz da melhor maneira. Ele deu, Ele revoga ou Ele muda. Decidi que a Ele confio. Se ele emparelhou e cruzou, em Sua sabedoria, também em Sua sabedoria Ele afasta, mas mantém. É Nele que decidi confiar porque quero viver Nele por vocês e em vocês por Ele. E até viver convosco Nele.
Sim, vias se afastam e aproximam de novo, de formas inimagináveis. E cruzadas ou distantes, estar emparelhadas já é uma dádiva. Cada via que me foi emparelhada é uma graça sem precedentes a qual agradeço constantemente. Tenha sido ela muito próxima ou nunca tanto, física ou virtual, masculina ou feminina.
Agora, entre duas fases, penso calmamente nisso. Sinto falta de cada um de vocês. Gostaria de estar individualmente perto de todos.
Quando eu fiz o meu melhor amigo, ou ele me fez, ele foi o centro do meu equilíbrio nesse tema. O tempo passou, as vias descruzaram e meu entendimento do termo evoluiu. Cada um que foi chamado 'um dos' era individualmente importante e "juntos" completavam o centro de equilíbrio.
Meu melhor amigo jamais deixou seu posto e jamais deixará. Cada boa lembrança e o quanto gosto de você é algo perpétuo. Quem você foi, quem você é e quem você será são formas de ver uma só pessoa. Meus melhores amigos me complementam, meus amigos me acompanham e também complementam. Sou o que sou por cada um de vocês também, vocês me influenciaram, fizeram ao menos a mínima diferença em determinados minutos da minha vida! Ahh, meus Pedro e João, meus irmãos, meus companheiros de vida, Il Sacro Tomodachi, ou quais formas mais chame alguns de vocês. Ficai sabendo que gosto muito de todos vocês; tenhais em mente que amo alguns de vocês.
Arranquem-me de meu estado depressivo, sejam arrancados por mim ou andem ao meu lado, esses somos nós.
Porque fiquei triste e vocês me ajudaram, se ofereceram, foram solícitos. Precisei de motivo e vocês se permitiram serem preenchidos, me ajudaram sem nem saber. Não quero estar sozinho e vocês estão ai, porque são como muitas coisas essenciais à nossa vida, nem sempre os vemos, mas sabemos que estão lá. Estão lá e se revelam em sua hora, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, no amor ou no ódio, na vida ou na morte.
Sim, eu decidi confiar. Eu decidi confiar e é o melhor que posso fazer. Confiar, mas de forma ativa. Eu já disse e repito que quero arrastá-los para a luz que um dia me mostraram. Deram-me uma centelha e eu quero lhes das a plenitude da luz. Quero que encontremos juntos a Fonte de Luz. Quero que onde eu esteja, estejam comigo cada um de vocês, para vermos juntos toda a Glória maior.
Achem-me bobo, exemplar, chato, divertido, sério, engraçado, confuso, seguro ou o que quer que seja.
Cada um a seu modo é especial como só em todo o mundo. Cada um a seu modo é especial para mim. Cada um a seu modo é único e exclusivo.
E é a cada um de vocês e a todos vocês que eu dedico este texto, aqueles dignos da palavra a qual temo e amo, a palavra que sempre quis saber o que era e quando conheci descobri que o significado é o que mais importa, a palavra menosprezada e exaltada, força nos fortes e dos fortes que compõem a força. Por tudo e por todos, é por vocês, amigos.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Tudo bem?
Tudo.
Será mesmo? Já há algum tempo eu penso que o "Tudo bem?" com o qual puxamos assunto é um pouco falsidade... Muitas vezes essa singela questão é proposta já adivinhando a resposta: "Tudo".
Não sei se gosto disso. Aliás, creio que não simpatize muito. Seria mágico se todos perguntassem isso com real interesse, mas a culpa nem é mais nossa, esse cumprimento foi enraizado em nós.
É incrível quando alguém de pergunta isso e mesmo depois de responder a pessoa insiste. "O que há com você? Algo está diferente?". Se você está feliz, compartilha a sua felicidade; e se está triste, divide a sua tristeza.
Inclusive sou a favor de respostas diferentes para o "Tudo bem?". Uma das mais consagradas é o "Empurrando com a barriga". É um pouco mais sensata, diria eu. Particularmente eu uso muito o "Vivo". E quando se tem intimidade o bastante e sabe que a pessoa de fato se interessa pelo seu bem estar, por que não dizer "Mal, muito mal".
Há quem diga que quem responda isso seja só de reclamar. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende muito da situação, da pessoa, do momento...
Mas, por favor, as coisas não estão sempre tudo bem. Então pra que nos iludir com essa de que está tudo? Seria nobre dizer que está levando, o que de fato deve ser verdade na maioria das vezes. "Levando" diz que o combate se segue, não importa o 'inimigo'.
Claro que não espero que as pessoas comecem a discursar depois dessa pergunta, seria um caos. Ela já caiu no popular, não tem volta (por hora). Ao menos seria legal se cada um tivesse uma situação onde pudesse ser inteiramente franco ao responder isso. Franco e extenso.
No mais, estamos vivos e levando a vida!
A grande questão é: Está tudo bem?
Será mesmo? Já há algum tempo eu penso que o "Tudo bem?" com o qual puxamos assunto é um pouco falsidade... Muitas vezes essa singela questão é proposta já adivinhando a resposta: "Tudo".
Não sei se gosto disso. Aliás, creio que não simpatize muito. Seria mágico se todos perguntassem isso com real interesse, mas a culpa nem é mais nossa, esse cumprimento foi enraizado em nós.
É incrível quando alguém de pergunta isso e mesmo depois de responder a pessoa insiste. "O que há com você? Algo está diferente?". Se você está feliz, compartilha a sua felicidade; e se está triste, divide a sua tristeza.
Inclusive sou a favor de respostas diferentes para o "Tudo bem?". Uma das mais consagradas é o "Empurrando com a barriga". É um pouco mais sensata, diria eu. Particularmente eu uso muito o "Vivo". E quando se tem intimidade o bastante e sabe que a pessoa de fato se interessa pelo seu bem estar, por que não dizer "Mal, muito mal".
Há quem diga que quem responda isso seja só de reclamar. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende muito da situação, da pessoa, do momento...
Mas, por favor, as coisas não estão sempre tudo bem. Então pra que nos iludir com essa de que está tudo? Seria nobre dizer que está levando, o que de fato deve ser verdade na maioria das vezes. "Levando" diz que o combate se segue, não importa o 'inimigo'.
Claro que não espero que as pessoas comecem a discursar depois dessa pergunta, seria um caos. Ela já caiu no popular, não tem volta (por hora). Ao menos seria legal se cada um tivesse uma situação onde pudesse ser inteiramente franco ao responder isso. Franco e extenso.
No mais, estamos vivos e levando a vida!
A grande questão é: Está tudo bem?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Opinião e Moda
Bem verdade que o propósito-mor do meu blog é "me expressar", contudo eu confesso que gostaria de ter uns seguidores, umas pessoas para comentar o que escrevo...
Isso me faz pensar... Eu até gostaria, mas não passaria a escrever sobre a vida dos famosos por isso, aliás, não faria nada, além de divulgação, por isso. Um comentário sobre a minha opinião me vale mais que 1563 comentários sobre o fim do namoro de atores da Globo.
Penso em bandas que mudam o estilo pelo prestígio. Não posso crer que valha mais a pena pessoas sem reflexão gritando pela sua arte (que será esquecida por elas em uns 5~10 anos) a verdadeiros admiradores. Isso, claro, sem desvalorizar essas pessoas; nada que uma boa reflexão não resolva!
Então... Acho que é melhor continuar com meu estilo e sem comentários que tentar ser moda pra ter milhões de pessoas "me seguindo".
Afinal, se a maioria absoluta concorda, provavelmente está errado...
Isso me faz pensar... Eu até gostaria, mas não passaria a escrever sobre a vida dos famosos por isso, aliás, não faria nada, além de divulgação, por isso. Um comentário sobre a minha opinião me vale mais que 1563 comentários sobre o fim do namoro de atores da Globo.
Penso em bandas que mudam o estilo pelo prestígio. Não posso crer que valha mais a pena pessoas sem reflexão gritando pela sua arte (que será esquecida por elas em uns 5~10 anos) a verdadeiros admiradores. Isso, claro, sem desvalorizar essas pessoas; nada que uma boa reflexão não resolva!
Então... Acho que é melhor continuar com meu estilo e sem comentários que tentar ser moda pra ter milhões de pessoas "me seguindo".
Afinal, se a maioria absoluta concorda, provavelmente está errado...
domingo, 5 de dezembro de 2010
Mais perguntas que respostas
Tem coisas demais dando voltas em minha mente para que eu possa me dar ao luxo de escolher somente uma para abordar.
Tédio e confusão são irmãos que brincam de mãos dadas.
Novas etapas começam, mas e se não quiser ainda dar adeus às antigas?
Qual o melhor futuro? Qual deles será mais suportável? Qual atributo realmente vale a pena?
Por que escrevo isso pensando que parece com poemas que eu leio e não entendo, mas os professores de literatura alegam entender?
Como saber se a cor que eu vejo no céu e exatamente a mesma que você vê?
O que exatamente é real e o que é importante de ser estudado?
Se o mundo de Newton é contestável, por que ele é perfeitamente adotável?
As perguntas guiam nossas vidas em prol de novas buscas, mas qual o real valor de uma resposta? O gosto da vitória terá mais sabor no último segundo?
A sombra é a ausência de luz, o frio é a ausência de calor, o mal é a ausência de bem, o não-ser é a ausência do ser (e não é), a tristeza é a ausência de felicidade. A dor é a ausência de prazer, o prazer é a ausência de dor ou não há relação entre estes dois conceitos? Talvez um não seja recessivo ao outro...
Ou talvez as respostas não possam ser achadas por um mero humano desorientado usando como bússola uma agulha guiada por um ímã parte integrante dela de criação própria. Assim é o pensamento sem direção...
Tédio e confusão são irmãos que brincam de mãos dadas.
Novas etapas começam, mas e se não quiser ainda dar adeus às antigas?
Qual o melhor futuro? Qual deles será mais suportável? Qual atributo realmente vale a pena?
Por que escrevo isso pensando que parece com poemas que eu leio e não entendo, mas os professores de literatura alegam entender?
Como saber se a cor que eu vejo no céu e exatamente a mesma que você vê?
O que exatamente é real e o que é importante de ser estudado?
Se o mundo de Newton é contestável, por que ele é perfeitamente adotável?
As perguntas guiam nossas vidas em prol de novas buscas, mas qual o real valor de uma resposta? O gosto da vitória terá mais sabor no último segundo?
A sombra é a ausência de luz, o frio é a ausência de calor, o mal é a ausência de bem, o não-ser é a ausência do ser (e não é), a tristeza é a ausência de felicidade. A dor é a ausência de prazer, o prazer é a ausência de dor ou não há relação entre estes dois conceitos? Talvez um não seja recessivo ao outro...
Ou talvez as respostas não possam ser achadas por um mero humano desorientado usando como bússola uma agulha guiada por um ímã parte integrante dela de criação própria. Assim é o pensamento sem direção...
domingo, 19 de setembro de 2010
Revalorização da Dor
Geração estranha...
Hoje em dia banalizou-se o conceito de dor, a sociedade agora pensa a curto prazo, "dor é ruim". Creio que se personificássemos esse pensamento e perguntássemos "Por quê?", a resposta seria "Porque dói!".
A longo prazo, a dor pode ser algo bom, porque pode ensinar, amadurecer, fortalecer. Com essa nova política de proteção contra a dor abre-se espaço para que pessoas criativas sejam cada vez mais necessárias, porque só assim para desenvolver métodos eficazes de fazer uma pessoa ser aceitável em sociedade levando uma vida sem sofrimentos que acabará por resultar num ser desregrado e sem limites.
Ah, claro, por dor me refiro não só a dor física, mas a dor de uma forma geral, o que inclui o sofrimento, que seria o maior foco do meu conceito "filosófico" de dor.
O fato é que sem sofrer ao ir de encontro com seus limites você não os percebe e continua seguindo por além deles. Pense que se você não tiver sensações e se cortar, não perceberá que aquilo seria ruim porque não sente.
Minha mais sincera opinião é que deveríamos ter um movimento constitucional de revalorização da dor, mas claro, de uma forma meramente "instrutiva". Não, eu não sou masoquista, muito longe disso, mas por isso mesmo penso assim.
Sem traumas jamais evitaríamos nada e seríamos totalmente entregues ao caos!
Hoje em dia banalizou-se o conceito de dor, a sociedade agora pensa a curto prazo, "dor é ruim". Creio que se personificássemos esse pensamento e perguntássemos "Por quê?", a resposta seria "Porque dói!".
A longo prazo, a dor pode ser algo bom, porque pode ensinar, amadurecer, fortalecer. Com essa nova política de proteção contra a dor abre-se espaço para que pessoas criativas sejam cada vez mais necessárias, porque só assim para desenvolver métodos eficazes de fazer uma pessoa ser aceitável em sociedade levando uma vida sem sofrimentos que acabará por resultar num ser desregrado e sem limites.
Ah, claro, por dor me refiro não só a dor física, mas a dor de uma forma geral, o que inclui o sofrimento, que seria o maior foco do meu conceito "filosófico" de dor.
O fato é que sem sofrer ao ir de encontro com seus limites você não os percebe e continua seguindo por além deles. Pense que se você não tiver sensações e se cortar, não perceberá que aquilo seria ruim porque não sente.
Minha mais sincera opinião é que deveríamos ter um movimento constitucional de revalorização da dor, mas claro, de uma forma meramente "instrutiva". Não, eu não sou masoquista, muito longe disso, mas por isso mesmo penso assim.
Sem traumas jamais evitaríamos nada e seríamos totalmente entregues ao caos!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A dualidade estática daquele que retorna
O que é essa doce ou amarga vida?
Seria a leviana busca por bens e sensações? Crer nisso é loucura, pela minha concepção, já que esse pensamento leva ao conceito de morte como fim, e se isso for tratado por fato, a busca da vida perderia o sentido. Afinal, assim após a morte tudo voltaria ao nada.
E em qualquer crença de vida pós-morte deve então haver a busca pelo modelo de vida correto, para alcançar o que for bom no final desta busca ou vida.
Atualmente há só propaganda de metade dos fatos, nunca se concilia os dois, ou quase nunca. Pois também o modelo de vida correto, sem espaço para a individualidade, seria uma simples produção em massa.
Não quero ser catalogado, sou o fruto da paixão de minhas dúvidas com minhas escolhas. E como posso mudar minhas escolhas e esclarecer minhas dúvidas sem deixar de ser eu? Pois bem, a estaticidade vem que depois que nasci meus pais não mudam. O que acontece são cicatrizes feitas com a intenção de criar um novo modelo sobre um antigo, mas que acabou não passando de marcas na pele.
Seria a tendência voltar para a origem? Supondo que sim, deixo a interrogação: Qual é a origem...?
Seria a leviana busca por bens e sensações? Crer nisso é loucura, pela minha concepção, já que esse pensamento leva ao conceito de morte como fim, e se isso for tratado por fato, a busca da vida perderia o sentido. Afinal, assim após a morte tudo voltaria ao nada.
E em qualquer crença de vida pós-morte deve então haver a busca pelo modelo de vida correto, para alcançar o que for bom no final desta busca ou vida.
Atualmente há só propaganda de metade dos fatos, nunca se concilia os dois, ou quase nunca. Pois também o modelo de vida correto, sem espaço para a individualidade, seria uma simples produção em massa.
Não quero ser catalogado, sou o fruto da paixão de minhas dúvidas com minhas escolhas. E como posso mudar minhas escolhas e esclarecer minhas dúvidas sem deixar de ser eu? Pois bem, a estaticidade vem que depois que nasci meus pais não mudam. O que acontece são cicatrizes feitas com a intenção de criar um novo modelo sobre um antigo, mas que acabou não passando de marcas na pele.
Seria a tendência voltar para a origem? Supondo que sim, deixo a interrogação: Qual é a origem...?
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