Da vida simples diz tanto,
Ao campo, período ufana.
Mas doce mesmo é o encanto
Da serenidade urbana.
Andava na rua, correndo para que o tempo rendesse. E ao esbarrar com alguém, ao andar por ruas conhecidas, a saudade agradável bateu. Nostálgico. Amo mesmo a cidade. E em outro dia, na mesma semana, vi um músico tocando guitarra em frente à estação das barcas. Ah, sim, como é boa a cidade.
Muitos vivem imersos na correria das cidades, nas massas, nos ônibus lotados, nas ruas cheias de vendedores, nos cumprimentos rápidos a rostos familiares... Canta-se, de fato, um sonho de fugir disso. Mas a verdade é que o que cansa é a má gestão do nosso mundo, seja da parte que nos cabe, seja da que está além de nós.
A urbanidade é a realização do sonho. Lá estão todos, lá está tudo. O comércio e o trabalho, o lazer e a saudade. Fuja mesmo dela. Fuja, viva o seu retiro, e então sinta o chamado às ruas. Não vê-las traz saudade do tanto vê-las. Ter nelas e com elas faz o coração se alegrar. Eis a humanidade! Eis sua beleza e suas feridas para curar! Eis o doce cheiro inodoro de tudo o que podemos fazer! "Ó, admirável mundo", sinto desejo de gritar! Bom te fez o Criador e no fundo ainda és bom!
Uma corrida, rápida, assuntos a resolver, hora de voltar para casa... Mas, ó vida urbana, é assim que os grandes amores sobrevivem. Ficamos juntos porque queremos, apesar do que nos desagrada, e nas tarefas cotidianas sentimos menos peso, porque lá está o objeto do amor.
Ah, centro da humanidade, mal se fala de ti, mas porque já estão imersos em ti. Aqueles que não te conheciam sim, te buscaram e em ti encontraram o que precisavam. Tu não és perfeita, muito longe disso. Mas és o melhor que por aqui temos e depois te encontraremos na tua forma definitiva.
Sim, amo a urbanidade. E escrevo isto como uma declaração, um sentimento que perpassa uma reflexão seguida duma opção. Escolhi assim. E só de andar pelas ruas e poder contemplar uma cena cotidiana, peculiar, da vida da cidade que engloba tanto, mesmo a mim, fico feliz. Com ela e comigo. Eu sigo onde estou, os músicos seguem tocando e as pessoas seguem vivendo.
Tinha tempo, tempo para poder correr sem pressa, conferir a hora de chegar, mas como se não tivesse hora. E cá estou eu, tomando intervalos para compor e escrever.
sábado, 8 de dezembro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Insatisfeito?
Devo ser uma pessoa um tanto "insatisfeita". Talvez, como li num dito de alguém que não me lembro quem, tenho saudades de um tempo em que não vivi.
Já que estamos a dias das eleições municipais de 2012, por que não começar pelo tema Política? Sou monarquista confesso. Bem, meu país não vê a coroa na cabeça de um legítimo imperador desde o golpe de 1889, 123 anos atrás. Apesar da atividade monarquista existir, seu ideal ainda está distante. Com a mentalidade instalada nas massas atualmente seria muito difícil a restauração nos próximos anos. Aliás, também sou conservador. Dizem pesquisas que em termos de ideias o povo brasileiro também o é, mas os políticos e governantes não são. Mas, como no tempo de Sócrates, eles têm o discurso certo. Gozado como outro dia, quando questionado por um pesquisador sobre um motivo para não votar de forma alguma em um dos candidatos à prefeitura, o homem se surpreendeu pelo meu motivo ser de diferença de ideologia política. Em suma, não votaria num comunista. Surpresa, nego meu voto a alguém que quer fazer o que eu não quero que se faça!
Falando em Arquitetura, prefiro algo mais clássico... Não conheço muito de arte. Ficaria feliz de ter um amigo entendido disso para me explicar algumas coisas. Mas pelo que tenho lido, se não estiver errado me identifico muito com o barroco. De modo geral na arte eu desgosto de tudo que é modernista. A arte é uma beleza que dura para sempre! Agora, ande pelas ruas e veja que tipo de arquitetura vai encontrar nos prédios da sua cidade.
Agora, Música! Bem verdade que gosto de rock, apesar de recentemente não ouvir absolutamente nada, mas tendo cada dia mais para a música erudita. Não gosto do primeiro em sentido amplo, mas restrito. Não é toda bandinha que me agrada, mas determinadas músicas... Quanto ao segundo, ainda estou aprendendo a gostar. E amo o canto gregoriano, é a própria expressão musical do sagrado. Aplicando a "insatisfação" aqui, se me perguntar de um rock novo que eu goste, não saberei o que te dizer; pare numa praça movimentada e analise os rostos das pessoas ao falar em Bach, Beethoven ou Mozart; por fim e mais trágico, observe o tamanho diminuto do uso recente da música sacra.
Liturgia e Espiritualidade! A introdução já se dá no comentário ao canto gregoriano. Anseio por Missas celebradas ordinariamente em Versus Deum e frequentemente com uso da língua litúrgica. Sim, isso é "facilmente" encontrado na Missa Tridentina, e é o que me leva fortemente a ela, basta sinalizar que seu caráter extraordinário é levado a sério na prática. Minha espiritualidade tradicional vai de encontro com o costume (não legítimo, mas propagado por falta de catequese) de pessoas que praticamente dançam ao entoar algum cântico na liturgia.
Finalizo com Educação. Se tivesse poder para isso, reformaria o sistema educacional brasileiro. Ignoraria muitos conselhos sobre uma nova forma de educar e primeiramente olharia para as formas clássicas que sempre funcionaram bem. Nas lacunas aplicaria novas práticas que se mostram boas. Acrescentaria "Música" no Ensino Fundamental. E entenda isso como Teoria Musical. Mais Filosofia e menos Sociologia no Médio, talvez assim abrindo um espaço para Teoria Política e/ou OSPB (Organização Social e Política Brasileira), esta talvez aplicada no segundo segmento do Fundamental. Ao mesmo passo, jogaria no lixo a pretensa Educação Sexual e até, se houver, Ambiental. Sobre a primeira, existem coisas que a escola não ensina (ou doutrina, como preferir), mas se dá em família ou através de uma religião ou filosofia seguida; sobre a segunda, acredito que a noção de não mutilar de graça o meio ambiente vem em parte pela criação dos pais e em parte por cada gesto e pela própria atmosfera do colégio, não sendo necessário um tempo de aula dedicado apenas a isso. O Ensino Religioso, de facto, também teria seu lugar, mas a ser planejado de uma forma cautelosa, bem como outros projetos.
O problema do meu povo é a ignorância! Muitas de minhas discordâncias surgiram através de um simples amadurecimento de opiniões. Pelo jeito, de agora até o futuro eu terei de fazer algo a respeito dessas "insatisfações". Sabe Deus como.
Já que estamos a dias das eleições municipais de 2012, por que não começar pelo tema Política? Sou monarquista confesso. Bem, meu país não vê a coroa na cabeça de um legítimo imperador desde o golpe de 1889, 123 anos atrás. Apesar da atividade monarquista existir, seu ideal ainda está distante. Com a mentalidade instalada nas massas atualmente seria muito difícil a restauração nos próximos anos. Aliás, também sou conservador. Dizem pesquisas que em termos de ideias o povo brasileiro também o é, mas os políticos e governantes não são. Mas, como no tempo de Sócrates, eles têm o discurso certo. Gozado como outro dia, quando questionado por um pesquisador sobre um motivo para não votar de forma alguma em um dos candidatos à prefeitura, o homem se surpreendeu pelo meu motivo ser de diferença de ideologia política. Em suma, não votaria num comunista. Surpresa, nego meu voto a alguém que quer fazer o que eu não quero que se faça!
Falando em Arquitetura, prefiro algo mais clássico... Não conheço muito de arte. Ficaria feliz de ter um amigo entendido disso para me explicar algumas coisas. Mas pelo que tenho lido, se não estiver errado me identifico muito com o barroco. De modo geral na arte eu desgosto de tudo que é modernista. A arte é uma beleza que dura para sempre! Agora, ande pelas ruas e veja que tipo de arquitetura vai encontrar nos prédios da sua cidade.
Agora, Música! Bem verdade que gosto de rock, apesar de recentemente não ouvir absolutamente nada, mas tendo cada dia mais para a música erudita. Não gosto do primeiro em sentido amplo, mas restrito. Não é toda bandinha que me agrada, mas determinadas músicas... Quanto ao segundo, ainda estou aprendendo a gostar. E amo o canto gregoriano, é a própria expressão musical do sagrado. Aplicando a "insatisfação" aqui, se me perguntar de um rock novo que eu goste, não saberei o que te dizer; pare numa praça movimentada e analise os rostos das pessoas ao falar em Bach, Beethoven ou Mozart; por fim e mais trágico, observe o tamanho diminuto do uso recente da música sacra.
Liturgia e Espiritualidade! A introdução já se dá no comentário ao canto gregoriano. Anseio por Missas celebradas ordinariamente em Versus Deum e frequentemente com uso da língua litúrgica. Sim, isso é "facilmente" encontrado na Missa Tridentina, e é o que me leva fortemente a ela, basta sinalizar que seu caráter extraordinário é levado a sério na prática. Minha espiritualidade tradicional vai de encontro com o costume (não legítimo, mas propagado por falta de catequese) de pessoas que praticamente dançam ao entoar algum cântico na liturgia.
Finalizo com Educação. Se tivesse poder para isso, reformaria o sistema educacional brasileiro. Ignoraria muitos conselhos sobre uma nova forma de educar e primeiramente olharia para as formas clássicas que sempre funcionaram bem. Nas lacunas aplicaria novas práticas que se mostram boas. Acrescentaria "Música" no Ensino Fundamental. E entenda isso como Teoria Musical. Mais Filosofia e menos Sociologia no Médio, talvez assim abrindo um espaço para Teoria Política e/ou OSPB (Organização Social e Política Brasileira), esta talvez aplicada no segundo segmento do Fundamental. Ao mesmo passo, jogaria no lixo a pretensa Educação Sexual e até, se houver, Ambiental. Sobre a primeira, existem coisas que a escola não ensina (ou doutrina, como preferir), mas se dá em família ou através de uma religião ou filosofia seguida; sobre a segunda, acredito que a noção de não mutilar de graça o meio ambiente vem em parte pela criação dos pais e em parte por cada gesto e pela própria atmosfera do colégio, não sendo necessário um tempo de aula dedicado apenas a isso. O Ensino Religioso, de facto, também teria seu lugar, mas a ser planejado de uma forma cautelosa, bem como outros projetos.
O problema do meu povo é a ignorância! Muitas de minhas discordâncias surgiram através de um simples amadurecimento de opiniões. Pelo jeito, de agora até o futuro eu terei de fazer algo a respeito dessas "insatisfações". Sabe Deus como.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Quem é Deus?
Das Confissões, de Santo Agostinho, um dos mais belos textos que já tive o prazer de ler. Todas as palavras de que tenho não descrevem o quanto é magnífico.
"O que sei, Senhor, sem sombra de dúvida, é que te amo. Feriste meu coração com tua palavra, e te amei. O céu, a terra e tudo quanto neles existe, de todas as partes me dizem que te ame; nem cessam de repeti-lo a todos os homens, para que não tenham desculpas. Terás compaixão mais profunda de quem já te compadeceste; e usarás de misericórdia com quem já foste misericordioso. De outro modo, o céu e a terra cantariam teus louvores a surdos.
Mas, que amo eu, quando te amo? Não amo a beleza do corpo, nem o esplendor fugaz, nem a claridade da luz, tão cara a estes meus olhos, nem as doces melodias das mais diversas canções, nem a fragrância de flores, de ungüentos e de aromas, nem o maná, nem o mel, nem os membros tão afeitos aos amplexos da carne. Nada disto amo quando amo o meu Deus. E, contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento, um abraço de meu homem interior, onde brilha para minha alma uma luz sem limites, onde ressoam melodias que o tempo não arrebata, onde exalam perfumes que o vento não dissipa, onde se provam iguarias que o apetite não diminui, onde se sentem abraços que a saciedade não desfaz. Eis o que amo quando amo o meu Deus!
Então, o que é Deus? Perguntei à terra, e ela me disse: “Eu não sou Deus”. E tudo o que nela existe me respondeu o mesmo. Perguntei ao mar, aos abismos e aos répteis viventes, e eles me responderam: “Não somos teu Deus; busca-o acima de nós”. Perguntei aos ventos que sopram; e todo o ar, com seus habitantes, me disse: “Anaxímenes está enganado eu não sou Deus”. Perguntei ao céu, ao sol, à luz e às estrelas. “Tampouco somos o Deus a quem procuras” – me responderam.
Disse então à todas as coisas que meu corpo percebe: “Dizei-me algo de meu Deus, já que não sois Deus; dizei-me alguma coisa dele” – e todas exclamaram em coro: “Ele nos criou” – Minha pergunta era meu olhar, e sua resposta a sua beleza.
Dirigi-me, então, a mim mesmo, e perguntei: “E tu, quem és?” – e respondi: “Um homem”. Para me servirem, tenho um corpo e uma alma: aquele exterior, esta interior. Por qual deles deverei perguntar pelo meu Deus, a quem já havia procurado com o corpo desde a terra até o céu, até onde pude enviar os raios de meu olhar como mensageiros? Melhor, sem dúvida, é a parte interior de mim mesmo. É a ela que dirigem suas respostas todos os mensageiros de meu corpo, como a um presidente ou juiz, respostas do céu, da terra, e de tudo o que existe, e que proclamam: “Não somos Deus” – e ainda – “Ele nos criou”. O homem interior conhece essas coisas por meio do homem exterior; mas o homem interior, que é a alma, também conhece essas coisas por meio dos sentidos do corpo.
Interroguei a imensidão do universo acerca de meu Deus, e ele me respondeu: “Não sou eu, mas foi ele quem me criou”. Mas essa beleza não se manifesta a quantos têm sentidos perfeitos? E por que não fala a todos a mesma linguagem?
Os animais, pequenos ou grandes, a vêem; mas não podem interrogá-la, porque não receberam a razão que, como juiz, interprete as mensagens dos sentidos. Os homens, porém, podem interrogá-la, para que as perfeições invisíveis de Deus se manifestem pelas suas obras. Mas o amor às coisas criadas os escraviza, e assim os torna incapazes de julga-las. Ora, elas só respondem aos que podem julgar-lhes as respostas. Elas não mudam sua linguagem, isto é, sua beleza, quando um só as vê, e outro as interroga; elas não lhes aparecem diferentes mas, para uns ficam mudas, enquanto falam a outros. Ou melhor: eles falam a todos, mas apenas se entendem os que comparam sua expressão exterior com a verdade interior. De fato a verdade me diz: “Teu Deus não é nem o céu, nem a terra, nem corpo algum. A natureza das coisas o diz para quem sabe ver; a matéria é menor em seus elementos que em seu todo. Por isso, minha alma, digo-te que és superior ao corpo, pois vivificas sua matéria, dando-lhe vida, como nenhum corpo pode dar a outro corpo. Mas teu Deus é também para ti a vida de tua vida."
Fonte: http://img.cancaonova.com/noticias/pdf/277537_SantoAgostinho-Confissoes.pdf
terça-feira, 19 de junho de 2012
Dos que buscam a Verdade
Aqueles que buscam a verdade têm um diferencial. E é disso que eu gostaria de dissertar brevemente.
Venho notando como quem busca a verdade tem algo em si que mais cedo ou mais tarde se mostra como algo todo especial. Quem busca a verdade não vive por viver, não trabalha pra comer, não levanta porque tem que levantar, mas empenha-se em fazer tudo pela verdade. A verdade é o que vale a pena o filósofo estudar, porque ela é imutável na própria essência.
Falando de outro modo, buscar a verdade é o que dá sentido a tudo. Se tudo que vivemos for apenas um sonho de Brahma, por que ligar para o "proletário"?! Aquilo que eu chamo de "Questões Fundamentais" são o que interessa entender. São, como indica sutilmente o título, fundamentais. O empenho por se questionar quanto a isso, a busca pela verdade, se quiser chamar assim pelo sentido da vida.
Bem, a Verdade é uma pessoa, a Vida é uma pessoa. E quem firmemente busca a Verdade há de encontrar.
Quando Pilatos perguntou a Cristo "O que é a verdade?" o Senhor ficou em silêncio, mas Ele já respondera.(cf. Jo 14, 6)
E o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nos diz em suas Confissões:
"A verdade, Senhor é que criaste o céu e a terra. A verdade é que o princípio é tua Sabedoria, em que criaste todas as coisas. (...) É ainda verdade que tudo o que é mutável sugere a nosso pensamento a ideia de algo informe, susceptível de tomar forma, de mudar e de se transformar."
Por isso, busque a Verdade e seja fiel à sua consciência, pois é com ela que você há de prestar contas diante de Quem não há mentiras.
Venho notando como quem busca a verdade tem algo em si que mais cedo ou mais tarde se mostra como algo todo especial. Quem busca a verdade não vive por viver, não trabalha pra comer, não levanta porque tem que levantar, mas empenha-se em fazer tudo pela verdade. A verdade é o que vale a pena o filósofo estudar, porque ela é imutável na própria essência.
Falando de outro modo, buscar a verdade é o que dá sentido a tudo. Se tudo que vivemos for apenas um sonho de Brahma, por que ligar para o "proletário"?! Aquilo que eu chamo de "Questões Fundamentais" são o que interessa entender. São, como indica sutilmente o título, fundamentais. O empenho por se questionar quanto a isso, a busca pela verdade, se quiser chamar assim pelo sentido da vida.
Bem, a Verdade é uma pessoa, a Vida é uma pessoa. E quem firmemente busca a Verdade há de encontrar.
Quando Pilatos perguntou a Cristo "O que é a verdade?" o Senhor ficou em silêncio, mas Ele já respondera.(cf. Jo 14, 6)
E o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nos diz em suas Confissões:
"A verdade, Senhor é que criaste o céu e a terra. A verdade é que o princípio é tua Sabedoria, em que criaste todas as coisas. (...) É ainda verdade que tudo o que é mutável sugere a nosso pensamento a ideia de algo informe, susceptível de tomar forma, de mudar e de se transformar."
Por isso, busque a Verdade e seja fiel à sua consciência, pois é com ela que você há de prestar contas diante de Quem não há mentiras.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Derivadas, aprendizado e humildade
Agora que notei este fundo que ilustra o meu blog há algum tempo, percebi que aprendi um pouco dele nos últimos tempos. Para o caso de eu mudá-lo e não ter de adaptar o texto, ele mostra algumas derivadas e coisas do gênero. Quando coloquei eu só achei bonito e relacionado a matemática, mas agora eu sei um pouco do que se trata.
Aprender... Tantas coisas que eu quero aprender... Tanto por ler, tanto por estudar... Motivos me sobram, sejam as provas da semana que vem, sejam meus objetivos e ideais. Muito por aprender ainda, mas especialmente que não importa o quanto eu aprenda, o importante é aprender junto a humildade. Um erudito humilde pode ser um auxílio para muitos, um erudito arrogante é uma pessoa marcada por seu próprio orgulho.
Como dito, muito ainda por aprender...
Aprender... Tantas coisas que eu quero aprender... Tanto por ler, tanto por estudar... Motivos me sobram, sejam as provas da semana que vem, sejam meus objetivos e ideais. Muito por aprender ainda, mas especialmente que não importa o quanto eu aprenda, o importante é aprender junto a humildade. Um erudito humilde pode ser um auxílio para muitos, um erudito arrogante é uma pessoa marcada por seu próprio orgulho.
Como dito, muito ainda por aprender...
domingo, 15 de abril de 2012
Pela Eugenia, diz o Estado
Depois da trágica decisão do Supremo Tribunal Federal, novamente fazendo as vezes de Legislativo, em permitir o infanticídio eugênico das crianças anencéfalas, critiquei e protestei bastante no Facebook. Agora, com vontade de publicar no meu blog, deixo o seguinte. Meus argumentos são fracos. Salvo as razões da fé, limito-me a ouvir o que diz o senhor presidente do STF, ministro Cezar Peluso:
Eu não acompanho o trabalho deste homem, não conheço sua história e suas bandeiras, mas reconheço o valor destas palavras e o brilhantismo desta defesa magnífica.
Eu não acompanho o trabalho deste homem, não conheço sua história e suas bandeiras, mas reconheço o valor destas palavras e o brilhantismo desta defesa magnífica.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Será que votar é realmente tão importante?
Nadando contra a corrente, eu tenho minhas dúvidas quanto a democracia.
Segundo a Wikipédia, "Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico".
Basicamente eu entendo isso como um regime onde o poder, teoricamente, vem do povo. Ainda em teoria, um regime democrático é aquele onde o representante popular é apenas um instrumento para executar a vontade da maioria. Como gosto de citar, segundo essa lógica, se for da vontade da maioria linchar todo um município, seria então essa a função do representante, realizar essa vontade. Assim, a democracia depende do que vem passando pelas ideias das massas. Como podemos ver hoje se fizermos um esforcinho, existem mecanismos de manipulação de massas em atividade, talvez certas obras de ficção, por exemplo. Se então a moral popular for degradada lentamente, estará então a nação que abriga essa população caminhando para a ruína. As massas terão o poder de pedir legalmente o sangue dos poucos sensatos e nesse dia o caos será instalado.
Agora, de um ponto de vista um pouco mais prático. Será que realmente elegemos alguma coisa? Muita gente vota como se estivesse apostando no jockey. Quem jamais viu um eleitor comentando que não votaria em quem vai perder, que atire a primeira urna. Quase que naturalmente, ao vermos um candidato à presidência de um PSTU da vida, sequer pensaremos em ver se sua plataforma é magnífica ou um lixo, vamos ignorar que é uma pessoa concorrendo ao cargo de chefe de Estado. (O que por sinal é algo interessante. Qualquer pessoa que saiba ler e escrever pode ser chefe de Estado, mas o Juiz do Supremo Tribunal Federal tem que ter nível superior. Não há algo incoerente aí? Uma diferença de pesos e medidas entre os três poderes?). Não pedimos jamais pelo presidencialismo e seus adeptos nunca chegaram a nos ensinar a escolher candidatos. Será que o voto livre realmente é um ganho? As aclamadas diretas não seriam um meio de eleger aquele que tem mais apoio de quem manipula as massas? Afinal, qualquer um pode votar, mesmo que o Estado não dê estudo a essa pessoa para poder tomar uma decisão dessas. Sempre me pego pensando se o sistema de voto indireto, onde uma pessoa confiável de cada região vai representar aquele povo, buscando o melhor para eles. É mais fácil confiar no seu Zé que todo mundo conhece e confia que no moço que aparece mais tempo no programa eleitoral. O que por sinal também é uma loucura. Um candidato tem meia hora de programa e o outro cinco minutos.
Será que executar à risca a vontade do povo é realmente algo bom para ele? O fato da maioria concordar com algo tem alguma relação com estar certo ou errado? Penso que não, a maioria pode acertar ou errar. Acontece que um homem estudado com todo o poder é temido e um povo sem acesso à educação e com acesso ao que não deve é motivado.
Quem disse que o povo sabe o que é o melhor para si?
O problema é: E quem sabe o que é o melhor para o povo? Neste mundo não há governo estatal perfeito. Existem uns que devem ser exterminados da face da terra, uns que andam e uns que funcionam melhor. Acontece que isso varia de nação para nação. É como um computador, se é o melhor ou não depende das necessidades do usuário.
Dom Pedro I disse certa vez: "Tudo farei para o povo, nada, porém, pelo povo".
Hoje sou monarquista porque acredito ser este o melhor sistema de governo para o nosso povo. Luto pela restauração da monarquia constitucional parlamentar de nosso país. Somos adestrados a pensar que o poder moderador é um absurdo absolutista (quando vigora na constituição mais liberal da época...), mas vejo-o como um meio de haver um equilíbrio entre os três poderes. Um imperador que se imponha poderia equilibrar esse horrível jogo partidário que controla nosso país, teria força para influenciar a continuidade dos projetos e seria ícone de orgulho nacional e patriotismo. Chega de ser brasileiro por futebol e samba. Defendo veementemente que esse sistema serial ideal por se basear num homem que traz a preparação de uma vida para governar e o faz por missão em diálogo constante com uma bancada (liderada pelo primeiro ministro) de eleitos populares que trazem os desejos do povo e governam por cargo. Equilíbrio entre a vontade popular e a consciência de seu guia. E claro, o chefe de Estado, o Imperador, seria livre da influência dos financiadores de campanhas por não pertencer a partidos e cabeça do executivo seria outra pessoa, no caso o primeiro ministro, o que faria com que os três poderes orbitassem em torno de um chefe de Estado separado dos três.
Enfim, suponho que seja a melhor saída para o nosso país, o melhor meio de fazer as coisas funcionarem. Mas ainda assim é um paradoxo. Com um sistema melhor poderíamos chegar mais perto de uma boa educação, que abre as portas, mas precisamos dessa boa educação para chegar a um sistema melhor.
Muito ainda há para falar, mas citando um professor meu "Como faz o esquartejador, vamos por partes".
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